PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Homem de 72 anos, com fraqueza muscular proximal dos membros, diplopia, ptose palpebral, alteração da fala, disfagia e massa tumoral no mediastino anterior experimenta melhora significativa dessas manifestações clínicas após injeção intramuscular de neostigmina. O diagnóstico MAIS PROVÁVEL é:
Ptose + Diplopia + Melhora com Neostigmina + Massa Mediastinal = Miastenia Gravis.
A Miastenia Gravis é uma doença autoimune da junção neuromuscular caracterizada por fatigabilidade muscular e frequentemente associada a patologias do timo.
A Miastenia Gravis (MG) é o protótipo das doenças da junção neuromuscular. Clinicamente, manifesta-se com fraqueza flutuante, com predileção por músculos oculares (ptose e diplopia), bulbares (disfagia e disartria) e proximais dos membros. O diagnóstico é clínico-laboratorial, envolvendo a eletroneuromiografia com estimulação repetitiva (decremento), dosagem de anticorpos anti-AChR ou anti-MuSK e testes farmacológicos. A presença de massa no mediastino anterior em um paciente com MG obriga a investigação de timoma, cuja ressecção (timectomia) pode fazer parte do tratamento terapêutico e oncológico.
A Miastenia Gravis é causada por autoanticorpos (geralmente anti-AChR) que atacam os receptores de acetilcolina na membrana pós-sináptica da junção neuromuscular. Isso resulta em uma redução do número de receptores disponíveis e simplificação das dobras sinápticas, levando a uma falha na transmissão do impulso nervoso e consequente fraqueza muscular que piora com o uso (fatigabilidade).
Essas substâncias são inibidores da acetilcolinesterase, a enzima que degrada a acetilcolina na fenda sináptica. Ao inibir essa enzima, aumenta-se a disponibilidade e o tempo de ação da acetilcolina nos receptores remanescentes, promovendo uma melhora rápida e transitória da força muscular e dos sinais clínicos como a ptose, o que corrobora o diagnóstico de MG.
Cerca de 75% dos pacientes com Miastenia Gravis apresentam anormalidades tímicas. Destes, a maioria possui hiperplasia folicular linfoide, mas cerca de 10-15% apresentam um timoma (tumor do mediastino anterior). O timo desempenha um papel central na perda de autotolerância e na produção de anticorpos contra os receptores de acetilcolina.
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