Miastenia Gravis: Diagnóstico e Sinais Chave

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 32 anos, sexo feminino, sem comorbidades, procura consultório médico por queixa de fraqueza intensa em membros, simétrica, que melhora parcialmente com repouso e piora com esforço. É mais acentuada no final do dia. Refere episódio prévio há 3 meses mas com melhora parcial espontânea. Há 1 semana apresenta diplopia, quando também iniciou quadro de disúria e hematúria. Exame físico: Discreta ptose palpebral bilateral. Sem desvio de comissura labial. Sensibilidade, marcha, equilíbrio e reflexos profundos preservados. Força preservada nos quatro membros (mas referiu piora do cansaço durante o exame). Sem alteração da visão. RCR 2T sem sopros, MVUA sem ruídos adventícios. Sinais vitais dentro da normalidade. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Esclerose lateral amiotrófica.
  2. B) Esclerose Múltipla.
  3. C) Paralisia de Bell.
  4. D) Miastenia Gravis.
  5. E) Acidente vascular cerebral.

Pérola Clínica

Miastenia Gravis → fraqueza muscular flutuante, piora com esforço/fim do dia, melhora com repouso, ptose e diplopia.

Resumo-Chave

A Miastenia Gravis é uma doença autoimune caracterizada por fraqueza muscular flutuante que piora com a atividade e melhora com o repouso. A apresentação clássica inclui ptose palpebral e diplopia, refletindo o acometimento da musculatura ocular extrínseca.

Contexto Educacional

A Miastenia Gravis é uma doença autoimune crônica que afeta a junção neuromuscular, resultando em fraqueza e fadiga dos músculos esqueléticos. É causada pela produção de anticorpos que atacam os receptores de acetilcolina (AChR) na membrana pós-sináptica, impedindo a transmissão eficaz dos impulsos nervosos. A prevalência é de cerca de 15 a 20 casos por 100.000 pessoas, com pico de incidência em mulheres jovens e homens mais velhos. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial para o diagnóstico e manejo. O diagnóstico da Miastenia Gravis é primariamente clínico, baseado na história de fraqueza muscular flutuante que piora com o esforço e ao longo do dia, e melhora com o repouso. Sinais como ptose palpebral, diplopia, disfagia e disartria são comuns. Testes complementares incluem a pesquisa de anticorpos anti-AChR ou anti-MuSK, eletroneuromiografia com estimulação repetitiva e, ocasionalmente, o teste do gelo ou de Tensilon. A presença de timoma deve ser investigada em todos os pacientes. O tratamento visa controlar os sintomas e modular a resposta autoimune. Inclui inibidores da acetilcolinesterase (ex: piridostigmina) para alívio sintomático, e imunossupressores (corticosteroides, azatioprina, micofenolato) para controle da doença. Em crises miastênicas ou exacerbações graves, plasmaférese ou imunoglobulina intravenosa (IVIG) podem ser necessárias. A timectomia é indicada para pacientes com timoma e pode beneficiar pacientes com Miastenia Gravis generalizada sem timoma.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da Miastenia Gravis?

Os principais sinais incluem fraqueza muscular flutuante que piora com o esforço e melhora com o repouso, ptose palpebral, diplopia e, em casos mais graves, disfagia e dificuldade respiratória.

Como é feito o diagnóstico da Miastenia Gravis?

O diagnóstico é clínico, suportado por testes como o teste do gelo, teste de Tensilon (edrofônio), eletroneuromiografia com estimulação repetitiva e pesquisa de anticorpos anti-receptor de acetilcolina ou anti-MuSK.

Qual a diferença entre Miastenia Gravis e Síndrome de Lambert-Eaton?

Na Miastenia Gravis, a fraqueza piora com o esforço e melhora com o repouso, enquanto na Síndrome de Lambert-Eaton, a fraqueza melhora temporariamente com o esforço repetitivo (fenômeno de Lambert). A Miastenia é pós-sináptica, e Lambert-Eaton é pré-sináptica.

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