SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Uma paciente de 38 anos queixa-se de fadiga vespertina, episódios recorrentes de diplopia e, às vezes, ptose palpebral. Qual o diagnóstico mais provável?
Fraqueza muscular flutuante, piora com esforço e melhora com repouso (fadiga vespertina), afetando músculos oculares (diplopia, ptose) → Miastenia gravis.
A Miastenia gravis é uma doença autoimune caracterizada por fraqueza muscular flutuante que piora com a atividade e melhora com o repouso, frequentemente manifestando-se inicialmente com sintomas oculares como diplopia e ptose palpebral, além de fadiga vespertina.
A Miastenia gravis é uma doença autoimune crônica que causa fraqueza e fadiga dos músculos voluntários. É caracterizada pela produção de anticorpos que atacam os receptores de acetilcolina na junção neuromuscular, impedindo a transmissão adequada dos impulsos nervosos. Embora possa afetar qualquer músculo voluntário, os músculos oculares, faciais e da deglutição são frequentemente os primeiros a serem comprometidos, tornando o diagnóstico precoce crucial para o manejo e a qualidade de vida do paciente. Os sintomas clássicos incluem ptose palpebral (queda da pálpebra), diplopia (visão dupla), disfagia (dificuldade para engolir), disartria (dificuldade na fala) e fraqueza nos membros. Uma característica distintiva é a flutuação da fraqueza, que piora com o esforço repetitivo e melhora com o repouso, sendo comum a fadiga vespertina. O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico, testes farmacológicos (teste do edrofônio), eletroneuromiografia e detecção de anticorpos específicos (anti-receptores de acetilcolina). O tratamento visa controlar os sintomas e modular a resposta autoimune. Inclui o uso de inibidores da acetilcolinesterase (para aumentar a disponibilidade de acetilcolina), imunossupressores (corticosteroides, azatioprina), imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese em crises miastênicas, e timectomia em casos selecionados. O manejo adequado permite que a maioria dos pacientes leve uma vida produtiva, mas exige acompanhamento contínuo e educação sobre a doença.
Os sintomas iniciais mais comuns da Miastenia gravis são oculares, incluindo ptose palpebral (queda da pálpebra) e diplopia (visão dupla), que tendem a piorar ao longo do dia ou com o uso repetitivo dos músculos.
A fadiga na Miastenia gravis é caracteristicamente flutuante e específica dos músculos afetados. Ela piora com a atividade física ou o uso prolongado dos músculos e melhora significativamente com o repouso, sendo frequentemente descrita como fadiga vespertina.
A Miastenia gravis é uma doença autoimune em que anticorpos atacam e destroem os receptores de acetilcolina na junção neuromuscular pós-sináptica. Isso impede a transmissão eficaz dos impulsos nervosos para os músculos, resultando em fraqueza.
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