HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Das drogas listadas abaixo, qual é a causa mais frequente de mialgia em MMII?
Estatinas (ex: Sinvastatina) são a causa mais comum de mialgia medicamentosa, especialmente em MMII.
As estatinas, como a sinvastatina, são uma classe de medicamentos amplamente utilizados para reduzir o colesterol e prevenir eventos cardiovasculares. No entanto, um dos efeitos adversos mais comuns e clinicamente relevantes é a mialgia, que pode variar de dor muscular leve a rabdomiólise grave. A dor geralmente afeta os membros inferiores e pode ser dose-dependente.
A mialgia é uma queixa comum na prática clínica, e a identificação de sua etiologia é crucial para o manejo adequado. Entre as causas medicamentosas, as estatinas, inibidores da HMG-CoA redutase, destacam-se como a causa mais frequente de dor muscular, afetando uma parcela significativa dos pacientes em tratamento. A sinvastatina, em particular, é uma das estatinas mais antigas e amplamente prescritas, sendo frequentemente associada a esse efeito adverso. A miopatia induzida por estatinas pode se manifestar como mialgia (dor muscular sem elevação de creatinoquinase - CK), miosite (dor com elevação de CK), ou, mais raramente, rabdomiólise (elevação acentuada de CK, dor intensa, fraqueza e risco de insuficiência renal aguda). A fisiopatologia envolve mecanismos complexos, incluindo a depleção de coenzima Q10, disfunção mitocondrial e alterações na membrana muscular. A dor é tipicamente simétrica, afeta grandes grupos musculares, especialmente nos membros inferiores, e pode surgir semanas a meses após o início do tratamento. O manejo da mialgia por estatinas requer uma abordagem individualizada. É fundamental descartar outras causas de dor muscular. Se a mialgia for leve e a CK normal, pode-se tentar reduzir a dose, mudar para uma estatina diferente ou considerar a dosagem intermitente. Em casos de elevação significativa da CK ou sintomas graves, a estatina deve ser suspensa imediatamente para prevenir complicações como a rabdomiólise. A educação do paciente sobre os potenciais efeitos adversos é essencial para a adesão ao tratamento.
Os sintomas variam de mialgia (dor muscular) leve e difusa, geralmente simétrica e predominante em membros inferiores, a fraqueza muscular, cãibras e, em casos graves, rabdomiólise com dor intensa, urina escura e elevação acentuada de CK.
Fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino, hipotireoidismo não tratado, insuficiência renal ou hepática, uso concomitante de medicamentos que inibem o metabolismo das estatinas (ex: ciclosporina, antifúngicos azólicos, macrolídeos) e altas doses de estatina.
O manejo envolve a avaliação da intensidade dos sintomas e dos níveis de CK. Em casos leves, pode-se tentar reduzir a dose, trocar a estatina por outra com menor potencial miotóxico (ex: rosuvastatina, pravastatina) ou usar esquemas de dosagem intermitente. A suspensão da estatina é indicada em casos de rabdomiólise ou sintomas graves.
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