FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Paciente de 33 anos apresenta metrorragias com períodos de menorragia. Como causa estrutural para esse quadro, tem-se a
Metrorragia + menorragia com causa estrutural → pensar em adenomiose, miomas, pólipos.
A adenomiose é uma causa estrutural comum de sangramento uterino anormal, caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial no miométrio. Isso leva ao espessamento e aumento do útero, resultando em sintomas como menorragia (sangramento menstrual intenso) e metrorragia (sangramento irregular entre os períodos).
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica frequente, impactando significativamente a qualidade de vida das mulheres. A classificação PALM-COEIN é uma ferramenta essencial para categorizar as causas do SUA em estruturais (PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) e não estruturais (COEIN: Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). Essa distinção é crucial para direcionar a investigação e o tratamento. A adenomiose é uma das causas estruturais do SUA, caracterizada pela invasão de glândulas e estroma endometrial no miométrio, a camada muscular do útero. Essa condição leva a um útero difusamente aumentado, mais globoso e frequentemente sensível à palpação. Os sintomas clássicos incluem menorragia (sangramento menstrual excessivo e prolongado), metrorragia (sangramento irregular entre os ciclos) e dismenorreia secundária (cólicas menstruais intensas que pioram com o tempo). O diagnóstico da adenomiose é primariamente clínico e por imagem, com a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética sendo os métodos mais utilizados para identificar as características miometriais. O tratamento varia desde opções clínicas, como anti-inflamatórios não esteroides, contraceptivos hormonais e análogos de GnRH, até a histerectomia, que é a única cura definitiva. A compreensão da adenomiose é vital para ginecologistas e residentes, permitindo um manejo eficaz e individualizado para as pacientes com SUA.
Os sintomas mais comuns da adenomiose incluem menorragia (sangramento menstrual intenso e prolongado), metrorragia (sangramento irregular entre os períodos) e dismenorreia (cólicas menstruais intensas), além de dor pélvica crônica.
O diagnóstico de adenomiose é frequentemente suspeitado por ultrassonografia transvaginal, que pode mostrar um útero aumentado e heterogêneo. A ressonância magnética pélvica é mais sensível. O diagnóstico definitivo é histopatológico após histerectomia.
Causas estruturais (PALM) incluem pólipos, adenomiose, leiomiomas e malignidade/hiperplasia. Causas não estruturais (COEIN) incluem coagulopatias, disfunções ovulatórias, endometriais, iatrogênicas e não classificadas.
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