HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Paciente 70 anos de idade, GIPIN, menopausada há 14 anos, diabética, hipertensa, obesa, com quadro de metrorragia há 3 meses. Ao exame físico geral e ginecológico não apresentou qualquer anormalidade. Qual diagnóstico mais provável?
Qualquer sangramento pós-menopausa = Câncer de endométrio até prova em contrário, especialmente com fatores de risco.
Metrorragia pós-menopausa é um sinal de alerta crucial e deve ser investigada para excluir malignidade, sendo o câncer de endométrio a causa mais comum. A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para câncer de endométrio, como idade avançada, obesidade, diabetes e hipertensão, o que reforça essa hipótese diagnóstica.
A metrorragia pós-menopausa é definida como qualquer sangramento vaginal que ocorre após 12 meses consecutivos de amenorreia em uma mulher na menopausa. É um sintoma que nunca deve ser ignorado, pois, embora a causa mais comum seja a atrofia endometrial ou vaginal, é câncer de endométrio até prova em contrário. A prevalência de câncer de endométrio em mulheres com sangramento pós-menopausa varia de 5% a 15%, tornando a investigação diagnóstica uma prioridade. O câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos e sua incidência está em ascensão, em parte devido ao aumento da expectativa de vida e da prevalência de fatores de risco. A paciente do caso apresenta múltiplos fatores de risco clássicos: idade avançada (70 anos), menopausa prolongada (14 anos), obesidade, diabetes e hipertensão. Esses fatores estão associados a um estado de hiperestrogenismo relativo ou absoluto, que estimula o crescimento endometrial e aumenta o risco de hiperplasia atípica e carcinoma. A investigação de metrorragia pós-menopausa geralmente começa com uma ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura do endométrio. Um endométrio com espessura > 4-5 mm em mulheres pós-menopausa com sangramento é um indicativo para prosseguir com biópsia endometrial, que pode ser realizada por curetagem uterina, aspiração endometrial ou, preferencialmente, histeroscopia com biópsia dirigida. O diagnóstico precoce do câncer de endométrio, que geralmente se apresenta em estágios iniciais, é crucial para um bom prognóstico.
A principal causa de metrorragia pós-menopausa é a atrofia endometrial/vaginal. No entanto, até prova em contrário, todo sangramento pós-menopausa deve ser investigado para excluir câncer de endométrio. A investigação inclui ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial e, se alterada, biópsia endometrial (por histeroscopia ou curetagem).
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, diabetes mellitus, hipertensão arterial, uso de tamoxifeno, terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona, nuliparidade e história familiar de câncer colorretal não polipose hereditário (Síndrome de Lynch).
A obesidade e o diabetes aumentam o risco devido à elevação dos níveis de estrogênio endógeno. Em mulheres obesas, o tecido adiposo periférico converte андrogênios em estrogênios, levando a uma estimulação endometrial crônica sem oposição da progesterona, o que favorece a hiperplasia e, eventualmente, a malignidade.
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