Metrorragia em Adolescentes: Propedêutica Inicial e USG Pélvica

Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020

Enunciado

A propedêutica inicial em adolescente de 15 anos, sem vida sexual ativa, com quadro de metrorragia é:

Alternativas

  1. A) histeroscopia.
  2. B) ultrassonografia pélvica.
  3. C) dosagem de estradiol.
  4. D) curetagem uterina.

Pérola Clínica

Metrorragia em adolescente sem vida sexual: USG pélvica é a propedêutica inicial para excluir causas estruturais.

Resumo-Chave

Em adolescentes com metrorragia e sem vida sexual ativa, a ultrassonografia pélvica é o exame de imagem de primeira linha. É um método não invasivo que permite avaliar o útero e ovários, buscando causas estruturais ou funcionais do sangramento, antes de considerar procedimentos mais invasivos ou avaliações hormonais complexas.

Contexto Educacional

A metrorragia, ou sangramento uterino anormal, em adolescentes é uma queixa comum que requer uma abordagem diagnóstica cuidadosa. A maioria dos casos é atribuída ao sangramento uterino disfuncional (SUD), decorrente da imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, resultando em ciclos anovulatórios. No entanto, é imperativo descartar outras causas importantes, como distúrbios de coagulação, gravidez (mesmo em adolescentes que negam atividade sexual), infecções, pólipos, miomas e, em raras ocasiões, neoplasias. A propedêutica inicial deve ser guiada pela idade da paciente, história clínica e status de atividade sexual. Em adolescentes sem vida sexual ativa, a ultrassonografia pélvica é o exame de primeira linha devido à sua natureza não invasiva e capacidade de fornecer informações anatômicas detalhadas sobre o útero e os ovários. Este exame permite identificar anomalias estruturais, avaliar a espessura endometrial e descartar massas pélvicas, orientando os próximos passos diagnósticos e terapêuticos. Após a exclusão de causas estruturais e dependendo da suspeita clínica, podem ser solicitados exames laboratoriais, como hemograma completo (para avaliar anemia), testes de coagulação e dosagens hormonais. O tratamento varia conforme a etiologia, podendo incluir terapia hormonal para estabilizar o endométrio em casos de SUD, ou intervenções específicas para outras causas. O manejo deve ser individualizado, visando não apenas controlar o sangramento, mas também abordar a causa subjacente e preservar a saúde reprodutiva futura da adolescente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da ultrassonografia pélvica na metrorragia em adolescentes?

A ultrassonografia pélvica é crucial como propedêutica inicial, pois é um método não invasivo que permite avaliar a anatomia do útero, ovários e endométrio. Pode identificar causas estruturais de sangramento, como pólipos, miomas, cistos ovarianos ou malformações, além de avaliar a espessura endometrial, sem a necessidade de exames invasivos.

Quais são as principais causas de metrorragia em adolescentes?

As principais causas incluem sangramento uterino disfuncional (anovulação imatura do eixo hipotálamo-hipófise-ovário), distúrbios de coagulação (doença de von Willebrand), gravidez (mesmo em adolescentes que negam vida sexual), infecções, pólipos, miomas e, mais raramente, neoplasias. A avaliação deve ser abrangente.

Quando considerar exames mais invasivos ou hormonais na metrorragia adolescente?

Exames hormonais (como dosagem de estradiol, FSH, LH, TSH, prolactina) são indicados após a exclusão de causas estruturais e se houver suspeita de sangramento uterino disfuncional ou endocrinopatias. Procedimentos invasivos como histeroscopia ou curetagem são geralmente reservados para casos refratários ao tratamento clínico, suspeita de malignidade ou quando a USG é inconclusiva e a causa persiste.

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