HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
Em casos de vulvovaginites, o metronidazol via oral é tratamento altamente eficaz, exceto em infecção por:
Metronidazol é eficaz contra bactérias anaeróbias e protozoários (Gardnerella, Trichomonas), mas ineficaz contra fungos (Candida).
O metronidazol é um antimicrobiano com ação bactericida contra anaeróbios e protozoários, sendo altamente eficaz no tratamento de vulvovaginites causadas por Gardnerella vaginalis (vaginose bacteriana) e Trichomonas vaginalis (tricomoníase). No entanto, não possui atividade antifúngica, sendo ineficaz contra infecções por Candida spp. (candidíase vulvovaginal).
As vulvovaginites são queixas ginecológicas comuns, e o tratamento eficaz depende da identificação correta do agente etiológico. O metronidazol é um medicamento amplamente utilizado devido à sua eficácia contra bactérias anaeróbias e protozoários. É crucial que o profissional de saúde compreenda o espectro de ação dos antimicrobianos para evitar tratamentos inadequados e o desenvolvimento de resistência. A candidíase vulvovaginal, por ser de origem fúngica, exige uma abordagem terapêutica distinta, com antifúngicos.
O metronidazol é eficaz contra bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis, responsável pela vaginose bacteriana, e contra protozoários, como o Trichomonas vaginalis, causador da tricomoníase. Ele age inibindo a síntese de ácidos nucleicos em microrganismos sensíveis.
O metronidazol não possui atividade antifúngica. As infecções por Candida spp. são causadas por leveduras, que requerem agentes antifúngicos específicos, como fluconazol ou nistatina, para seu tratamento eficaz. O mecanismo de ação do metronidazol não afeta a parede celular ou o metabolismo fúngico.
Os principais agentes são: Gardnerella vaginalis (vaginose bacteriana, tratada com metronidazol ou clindamicina), Trichomonas vaginalis (tricomoníase, tratada com metronidazol) e Candida spp. (candidíase, tratada com antifúngicos como fluconazol ou nistatina). Mycoplasma genitalium pode causar uretrite e cervicite, mas é menos comum como causa primária de vulvovaginite e seu tratamento é com azitromicina ou moxifloxacino.
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