UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Paciente, portadora de artrite reumatoide, em tratamento crônico com metotrexato, poderá reduzir a toxicidade do tratamento, fazendo uso coadjuvante da seguinte vitamina:
Metotrexato (antagonista folato) → suplementar ácido fólico para reduzir toxicidade sem perder eficácia.
O metotrexato é um antagonista do folato que inibe a diidrofolato redutase, interferindo na síntese de DNA e proliferação celular. Embora eficaz na artrite reumatoide, essa ação causa toxicidade em células de rápida proliferação. A suplementação com ácido fólico minimiza esses efeitos adversos, como mielossupressão e mucosite, sem comprometer a eficácia terapêutica.
O metotrexato é um fármaco amplamente utilizado no tratamento de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide, e em diversas neoplasias. Sua eficácia decorre de sua ação como antagonista do folato, inibindo a enzima diidrofolato redutase, o que impede a conversão do diidrofolato em tetraidrofolato, essencial para a síntese de purinas e pirimidinas e, consequentemente, para a replicação celular. No entanto, essa inibição não é seletiva para células tumorais ou inflamatórias, afetando também células de rápida proliferação do hospedeiro, como as da medula óssea, trato gastrointestinal e mucosas, levando a efeitos adversos significativos. A suplementação com ácido fólico é uma estratégia eficaz para reduzir essa toxicidade. O ácido fólico, uma forma de folato, pode ser metabolizado por vias alternativas ou competir com o metotrexato em menor grau, permitindo que as células normais mantenham alguma síntese de DNA e RNA, enquanto a ação terapêutica do metotrexato é preservada. Para o residente, é fundamental compreender o mecanismo de ação do metotrexato e a importância da coadministração de ácido fólico para otimizar o tratamento da artrite reumatoide e outras condições, minimizando os riscos de mielossupressão, mucosite e outros efeitos gastrointestinais. A dose e o esquema de suplementação devem ser individualizados, sempre considerando a dose de metotrexato e a tolerância do paciente.
O metotrexato inibe a enzima diidrofolato redutase, essencial para a síntese de folato ativo, levando à deficiência de folato e toxicidade em células de rápida proliferação. O ácido fólico suplementar fornece um substrato alternativo, minimizando os efeitos adversos sem interferir na ação anti-inflamatória e imunossupressora do metotrexato.
Os efeitos adversos mais comuns mitigados incluem mielossupressão (leucopenia, anemia, trombocitopenia), mucosite (úlceras orais), náuseas, vômitos e, em menor grau, hepatotoxicidade.
Geralmente, o ácido fólico é administrado uma vez por semana, 24 a 48 horas após a dose de metotrexato, em doses que variam de 1 a 5 mg, dependendo da tolerância e da toxicidade apresentada pelo paciente.
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