Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
Ana Paula, de dezoito anos de idade, procurou a UBS para solicitar a troca de método contraceptivo. A paciente, em relacionamento aberto, tem um filho vivo e passou por um aborto espontâneo. Refere que está em uso de anticoncepcional oral combinado, mas tem muita dificuldade em lembrar de utilizá-lo todos os dias e é muito resistente a métodos de barreira.Na situação hipotética acima, além de reforçar a importância do uso de preservativos na prevenção de ISTs, o médico de família e comunidade pode, corretamente,
Paciente com baixa adesão a ACO e resistência a barreira → oferecer LARCs (DIU/implante) ou injetáveis, mesmo na UBS.
Para pacientes com dificuldade de adesão a métodos contraceptivos diários (como o ACO) e resistência a métodos de barreira, os métodos contraceptivos de longa duração reversíveis (LARCs) como o DIU ou os contraceptivos injetáveis são excelentes opções. A inserção de DIU pode ser realizada na UBS por profissionais treinados, ampliando o acesso.
O aconselhamento contraceptivo é uma parte fundamental da atenção primária à saúde, especialmente no contexto do planejamento familiar. Para pacientes como Ana Paula, que relatam dificuldade de adesão a métodos diários como o anticoncepcional oral combinado (ACO) e resistência a métodos de barreira, é crucial explorar opções que ofereçam maior eficácia e independência da lembrança diária. A história de relacionamento aberto e aborto espontâneo reforça a necessidade de um método contraceptivo eficaz, além da importância de reforçar a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) com o uso de preservativos. Nesse cenário, os Métodos Contraceptivos de Longa Duração Reversíveis (LARCs), como o Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre ou hormonal (SIU), e os contraceptivos injetáveis, são excelentes alternativas. Os LARCs são os métodos mais eficazes disponíveis, com taxas de falha comparáveis à esterilização cirúrgica, mas com a vantagem de serem reversíveis. Eles são particularmente indicados para pacientes com baixa adesão a outros métodos, pois não exigem ação diária ou semanal. A Unidade Básica de Saúde (UBS) tem um papel central na oferta desses métodos. Profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) treinados podem realizar a inserção de DIU na própria UBS, democratizando o acesso a essa tecnologia. Os contraceptivos injetáveis, por sua vez, também são facilmente acessíveis na atenção primária e representam uma opção de alta eficácia para quem busca um método de uso não diário. A laqueadura, embora seja uma opção, é um método definitivo e deve ser considerada apenas após esgotar e discutir todas as opções reversíveis, sendo um processo com critérios específicos e que exige um período de reflexão.
Os LARCs incluem o Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre, o Sistema Intrauterino (SIU) liberador de levonorgestrel e o implante subdérmico. São altamente eficazes, seguros e não dependem da adesão diária da paciente, sendo ideais para quem tem dificuldade em lembrar de tomar pílulas.
Sim, a inserção de DIU pode e deve ser oferecida na UBS por profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) devidamente treinados. Isso amplia o acesso a um método contraceptivo de alta eficácia e autonomia para as mulheres, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
Os contraceptivos injetáveis (mensais ou trimestrais) eliminam a necessidade de lembrança diária, o que melhora a adesão e a eficácia. São uma boa alternativa para quem não se adapta a pílulas e não deseja um LARC, oferecendo praticidade e alta eficácia contraceptiva.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo