Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
JMC tem 23 anos de idade e grave rebaixamento mental. A mãe a traz em consulta para decidir método anticoncepcional. Nesse momento, o ideal é indicar método:
Paciente com rebaixamento mental → LARC (DIU/Implante) = Alta eficácia, não depende de adesão diária, ideal para autonomia limitada.
Para pacientes com rebaixamento mental, os métodos contraceptivos de longa duração e reversíveis (LARC) são a escolha ideal. Eles oferecem alta eficácia, não dependem da adesão diária da paciente e minimizam a necessidade de intervenções frequentes, respeitando sua autonomia e garantindo proteção.
A escolha do método contraceptivo para mulheres com deficiência intelectual ou rebaixamento mental requer considerações éticas e práticas. O objetivo é garantir a saúde sexual e reprodutiva, prevenir gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis, respeitando a autonomia da paciente e sua dignidade. A taxa de gravidez não planejada é maior nessa população devido a dificuldades de compreensão e adesão. Métodos Contraceptivos de Longa Ação Reversíveis (LARC), como o DIU (dispositivo intrauterino) hormonal ou de cobre e o implante subdérmico, são a primeira escolha para essas pacientes. Eles oferecem alta eficácia (taxas de falha <1%), longa duração (3 a 10 anos, dependendo do método) e, crucialmente, não dependem da adesão diária da paciente, minimizando a chance de erro ou esquecimento. A decisão sobre o método deve envolver a paciente, na medida de sua capacidade, e seus responsáveis legais, com aconselhamento claro e objetivo sobre os benefícios e riscos. A esterilização tubária, embora permanente, deve ser considerada apenas em casos muito específicos e após esgotar outras opções, devido à sua irreversibilidade e implicações éticas. A indicação de LARC promove a autonomia e o bem-estar da paciente a longo prazo.
LARC (Long-Acting Reversible Contraception) incluem o DIU (intrauterino) hormonal ou de cobre e o implante subdérmico. São indicados porque oferecem alta eficácia e não dependem da adesão diária da paciente, sendo ideais para quem tem dificuldade em seguir rotinas.
O consentimento deve ser obtido do responsável legal, mas sempre buscando a participação da paciente na medida de sua capacidade de compreensão, explicando o procedimento de forma simples e respeitando sua dignidade e vontade.
As vantagens incluem a alta eficácia, a longa duração (anos), a reversibilidade e a independência da adesão diária, o que reduz significativamente o risco de falha e gravidez indesejada em comparação com pílulas ou injeções mensais.
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