Contracepção: Escolha de Métodos e Interações

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 18 anos, nuligesta, deseja iniciar atividade sexual e vem a consulta médica para orientações sobre contracepção hormonal e métodos de barreira. Assinale a orientação CORRETA sobre os métodos contraceptivos:

Alternativas

  1. A) As taxas de falha no primeiro ano de uso para pílulas anticoncepcionais, adesivos hormonais e anéis de barreira são semelhantes às taxas de falha de DIU ou implante hormonal
  2. B) Lubrificantes oleosos não devem ser utilizados juntamente com os preservativos, pois podem causar grande redução em sua resistência
  3. C) O etinilestradiol é responsável pela diminuição das proteínas hepáticas, como a albumina e a proteína carreadora dos hormônios sexuais
  4. D) Pacientes portadoras de epilepsia em tratamento com ácido valpróico possuem contraindicação para o uso de contraceptivos orais

Pérola Clínica

Lubrificantes oleosos + preservativos de látex = ↓ resistência do preservativo; use lubrificantes à base de água.

Resumo-Chave

A eficácia dos métodos contraceptivos varia significativamente. Métodos de barreira, como preservativos, exigem uso correto e compatibilidade com lubrificantes (apenas à base de água para látex). Contraceptivos hormonais orais podem ter interações medicamentosas importantes, mas o ácido valpróico não é um indutor enzimático relevante para essa interação.

Contexto Educacional

A escolha do método contraceptivo adequado é fundamental na saúde da mulher, exigindo uma compreensão clara da eficácia, modo de uso e possíveis interações. Para pacientes que iniciam a atividade sexual, a orientação sobre métodos de barreira e hormonais é crucial, visando a prevenção de gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Os métodos contraceptivos variam em eficácia. Os métodos de longa ação reversíveis (LARC), como o DIU e o implante hormonal, são os mais eficazes, com as menores taxas de falha. Métodos hormonais combinados (pílulas, adesivos, anéis) e métodos de barreira (preservativos) dependem mais da adesão e uso correto para sua eficácia. É vital orientar sobre a compatibilidade de lubrificantes com preservativos de látex, onde apenas os à base de água ou silicone são seguros. Além disso, as interações medicamentosas são um ponto importante. Alguns anticonvulsivantes (como carbamazepina, fenitoína) são indutores enzimáticos hepáticos e podem reduzir a eficácia dos contraceptivos hormonais. No entanto, o ácido valpróico não é um indutor enzimático significativo e, portanto, não contraindica o uso de contraceptivos orais. O etinilestradiol, por sua vez, aumenta a síntese de proteínas hepáticas, como a SHBG, e não as diminui.

Perguntas Frequentes

Quais lubrificantes são seguros para usar com preservativos de látex?

Lubrificantes à base de água ou silicone são seguros para usar com preservativos de látex. Lubrificantes à base de óleo devem ser evitados, pois podem danificar o látex e comprometer a eficácia do preservativo.

Qual a diferença de eficácia entre métodos contraceptivos?

Métodos de longa ação reversíveis (LARC) como DIU e implante hormonal possuem as menores taxas de falha (mais eficazes). Pílulas, adesivos e anéis hormonais, embora eficazes com uso perfeito, têm taxas de falha maiores devido ao uso típico.

O etinilestradiol afeta as proteínas hepáticas?

Sim, o etinilestradiol, componente estrogênico de muitos contraceptivos hormonais, aumenta a síntese de proteínas hepáticas, incluindo a globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), e não as diminui.

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