UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2019
A medicina de família e comunidade trouxe ferramentas fundamentais na prática do médico de família. Quanto ao assunto, é correto afirmar:
MCCP na MFC = pessoa única, consulta social, conhecimento mútuo e longitudinalidade.
O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) é pilar da Medicina de Família e Comunidade, enfatizando a singularidade do indivíduo, a construção de uma relação médico-paciente baseada em conhecimento mútuo e a longitudinalidade do cuidado na APS.
A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é uma especialidade que se baseia em princípios fundamentais da Atenção Primária à Saúde (APS), como a longitudinalidade, a integralidade e a coordenação do cuidado. Uma das ferramentas mais importantes para a prática do médico de família é o Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP). Este método reconhece a singularidade de cada indivíduo, promovendo uma abordagem que vai além da doença, buscando compreender a pessoa em seu contexto de vida, suas crenças e expectativas. O MCCP estabelece que a consulta médica é uma prática social, onde há um conhecimento mútuo e contínuo entre médico e paciente. Isso permite a construção de uma relação terapêutica sólida e duradoura, essencial para a longitudinalidade do cuidado na APS. Diferente de um modelo hospitalocêntrico focado apenas na queixa e conduta, a MFC valoriza a história de vida, os vínculos e o contexto familiar e comunitário do paciente. Explorar tanto a doença quanto a experiência da pessoa com a doença são componentes cruciais do MCCP, garantindo que o plano de cuidado seja compartilhado e alinhado com as necessidades e valores do paciente. Essa abordagem holística e contínua é o que diferencia a APS e a MFC, tornando-as pilares essenciais para um sistema de saúde eficaz e humanizado.
O MCCP possui seis componentes: explorar a doença e a experiência da doença, entender a pessoa como um todo, encontrar um terreno comum, incorporar a prevenção e promoção da saúde, e fortalecer a relação médico-paciente.
A longitudinalidade permite o acompanhamento contínuo do paciente ao longo do tempo, construindo uma relação de confiança e conhecimento mútuo, o que facilita a compreensão do contexto de vida e a tomada de decisões compartilhadas.
A consulta na APS é caracterizada pela longitudinalidade, integralidade, coordenação do cuidado e abordagem centrada na pessoa e na família, diferentemente do modelo hospitalocêntrico, que muitas vezes é focado na doença aguda e episódica.
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