UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2019
A maneira com que os profissionais de saúde atendem os pacientes em seus consultórios vem sendo cada vez mais questionada e, por isso, esse tema passou a ser foco de grandes discussões no meio acadêmico. Há um longo caminho entre o diagnóstico, a prescrição e a execução das medidas por parte dos pacientes e compreender a doença e a pessoa é uma tarefa desafiadora. Várias outras razões também vêm se acumulando para que esta maneira se transforme, modificando aspectos essenciais da relação entre médico e paciente. Pela amplitude e abrangência, o método clínico centrado na pessoa (MCCP) mostra-se como uma alternativa. Com relação a este método, verifica-se o seguinte:
MCCP → melhora desfechos clínicos (DM/HAS) e ↓ queixas por má prática.
O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) vai além do modelo biomédico, integrando a compreensão da doença e da pessoa. Estudos demonstram sua eficácia na melhoria de desfechos em doenças crônicas e na satisfação do paciente, reduzindo litígios.
O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) representa uma evolução na abordagem da saúde, transcendendo o modelo biomédico tradicional. Ele reconhece a importância de compreender não apenas a doença em si, mas também a experiência do paciente com a doença, seu contexto de vida e suas expectativas. Essa abordagem é crucial para a formação de profissionais de saúde que atuam na Atenção Primária e em diversas especialidades, visando uma prática mais humana e eficaz. A fisiopatologia do MCCP reside na crença de que a participação ativa do paciente e a construção de uma relação terapêutica sólida são fundamentais para o sucesso do tratamento. Ao explorar as preocupações, sentimentos e expectativas do paciente, o médico consegue elaborar um plano de cuidados mais alinhado com a realidade e as preferências individuais, aumentando a adesão e a satisfação. O diagnóstico, nesse contexto, não se limita à identificação da patologia, mas também à compreensão dos fatores psicossociais que a influenciam. Estudos têm demonstrado que o MCCP não apenas melhora a satisfação do paciente e a relação médico-paciente, mas também impacta positivamente desfechos clínicos objetivos, como o controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus e a pressão arterial em hipertensos. Além disso, contribui para a redução de queixas por má prática médica, ao promover uma comunicação mais clara e empática. Para residentes, dominar o MCCP é essencial para uma prática clínica de excelência e para o desenvolvimento de habilidades de comunicação e empatia.
O MCCP se baseia em seis componentes: explorar a doença e a experiência da doença, entender a pessoa como um todo, encontrar um terreno comum, incorporar prevenção e promoção da saúde, aprimorar a relação médico-paciente e ser realista.
Ao envolver o paciente ativamente na tomada de decisões e considerar seu contexto biopsicossocial, o MCCP aumenta a adesão ao tratamento e a autogestão da doença, resultando em melhores desfechos clínicos.
Embora possa parecer que sim inicialmente, a melhoria na comunicação e adesão pode otimizar o tempo a longo prazo, reduzindo retornos desnecessários e melhorando a eficiência do cuidado.
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