UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2018
Uma mulher, 45 anos de idade, depois de um tempo sem ir à unidade de saúde, comparece se queixando de tontura, dor epigástrica e em joelhos e também refere fraqueza e dormência dos pés. A paciente afirma que a maioria dos sintomas é de longa data e, além disso, refere que deseja realizar todos os exames laboratoriais a que tem direito, além do preventivo e da mamografia. Diante das múltiplas queixas, o médico sabe que precisará utilizar o Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) na abordagem e no manejo do caso. Considerando o caso e o MCCP, caberá ao médico
MCCP: 'Manejo comum dos problemas' → priorizar investigação diagnóstica e plano de cuidado, considerando a perspectiva do paciente.
O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) é uma abordagem holística que vai além da doença, focando na experiência do paciente. O componente 'manejo comum dos problemas' é essencial para o médico e o paciente definirem juntos as prioridades de investigação e tratamento, equilibrando as queixas do paciente com a perspectiva clínica.
O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) representa uma abordagem fundamental na medicina contemporânea, especialmente na Atenção Primária à Saúde, que transcende o modelo biomédico tradicional ao focar não apenas na doença, mas na pessoa que a vivencia. Ele é composto por quatro componentes interligados que guiam a consulta médica para uma compreensão mais completa e um manejo mais eficaz e humanizado. Um dos componentes cruciais é o 'Manejo Comum dos Problemas' (ou 'Encontrando um Terreno Comum'). Este componente visa estabelecer um plano de manejo compartilhado entre médico e paciente. Diante de múltiplas queixas, como no caso apresentado, o médico precisa, junto com o paciente, elencar as prioridades da investigação diagnóstica e do plano terapêutico. Isso envolve discutir as ideias do paciente sobre seus sintomas, suas expectativas em relação aos exames e tratamentos, e conciliar isso com a perspectiva clínica do médico, considerando a gravidade, a urgência e a custo-efetividade das intervenções. Os outros componentes incluem 'Explorando a doença e a experiência da doença', que busca compreender como a doença afeta a vida do paciente; 'Entendendo a pessoa como um todo', que considera o contexto psicossocial, familiar e cultural do indivíduo; e 'Incorporando a prevenção e a promoção à saúde', que integra as ações de saúde preventiva e de promoção do bem-estar no plano de cuidado. A aplicação do MCCP permite uma relação médico-paciente mais forte e um cuidado mais abrangente e personalizado.
Os quatro componentes são: 1) Explorando a doença e a experiência da doença; 2) Entendendo a pessoa como um todo; 3) Encontrando um terreno comum (Manejo comum dos problemas); e 4) Incorporando a prevenção e a promoção à saúde.
Este componente envolve a negociação entre médico e paciente para estabelecer prioridades de diagnóstico e tratamento. O médico deve considerar as queixas e expectativas do paciente, mas também a sua própria perspectiva clínica, para construir um plano de manejo compartilhado e factível.
Entender a pessoa como um todo significa considerar o contexto de vida do paciente, seus sentimentos, ideias, expectativas e o impacto da doença em sua vida. Isso permite uma abordagem mais empática e um plano de cuidado mais alinhado com as necessidades e valores do indivíduo.
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