SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Considerando os conceitos de saúde, doença e experiência com a doença descritos no Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) desenvolvido por Moira Stewart e colegas, assinale a alternativa INCORRETA:
MCCP: Saúde e doença são experiências subjetivas; ausência de doença ≠ saúde plena.
A alternativa B está incorreta porque, no MCCP, a saúde não é meramente a ausência de doença e experiência com a doença. Pelo contrário, a saúde é um conceito individual e subjetivo, que engloba a capacidade de realizar aspirações e propósitos de vida, indo além da mera ausência de patologia.
O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP), desenvolvido por Moira Stewart e colaboradores, representa uma abordagem fundamental na medicina contemporânea, especialmente na Atenção Primária à Saúde. Ele transcende o modelo biomédico tradicional ao reconhecer a importância da perspectiva do paciente na compreensão da saúde e da doença. Este modelo é crucial para a formação de residentes, pois promove uma prática médica mais humanizada e eficaz, focada na integralidade do cuidado. A fisiopatologia no MCCP não se restringe à alteração biológica, mas se expande para a 'experiência da doença', que é a vivência subjetiva do paciente com sua condição. O diagnóstico, portanto, não se limita a identificar a doença, mas a entender como ela afeta a vida do indivíduo, suas emoções, pensamentos e funcionamento. É fundamental suspeitar de uma abordagem incompleta quando o foco se restringe apenas aos achados objetivos, sem explorar a narrativa e as preocupações do paciente. O tratamento no MCCP envolve um plano de cuidado compartilhado, que considera não apenas a doença, mas também a experiência do paciente e seus objetivos de vida. O prognóstico é avaliado em termos de melhora da qualidade de vida e da capacidade funcional, e não apenas da remissão da doença. Pontos de atenção incluem a necessidade de escuta ativa, empatia e a construção de uma relação terapêutica sólida, que são pilares para uma assistência de saúde verdadeiramente centrada na pessoa.
Doença refere-se à patologia objetiva, enquanto experiência da doença é a vivência subjetiva do paciente com sua condição, incluindo sentimentos e impactos na vida. Elas nem sempre coexistem, pois uma pessoa pode ter a doença sem se sentir doente, ou sentir-se doente sem ter uma doença diagnosticável.
Saúde, no MCCP, é uma definição única para cada pessoa, abrangendo não só a ausência de patologia, mas também o significado de saúde para aquela pessoa e sua capacidade de realizar aspirações e propósitos de vida, sendo um conceito subjetivo e funcional.
O modelo biomédico foca na doença como uma entidade objetiva e mecânica, negligenciando a dimensão subjetiva da experiência do paciente e a definição individual de saúde, que são centrais no MCCP. Isso pode levar a uma abordagem fragmentada e menos humanizada do cuidado.
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