IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025
Mulher, 36 anos de idade, comparece a consulta médica em uma Unidade Básica de Saúde. No início da consulta, ela solicita a sua médica uma ultrassonografia transvaginal para investigar câncer de colo uterino e afirma que não sairá da consulta sem o pedido deste exame. Ao verificar rapidamente a lista de problemas desta paciente, a médica observa que ela não possui comorbidades clínicas. Faz uso de medroxiprogesterona 150mg/mL intramuscular a cada 3 meses há 2 anos (última aplicação há 108 dias). Sua última colpocitologia oncótica foi em 2023. Qual das falas abaixo corresponde à comunicação correta frente à demanda da paciente, considerando as recomendações para o diagnóstico do câncer de colo uterino e o Primeiro Componente do Método Clínico Centrado na Pessoa?
MCCP → entender a perspectiva do paciente ('por que você acredita que precisa?') antes de responder à demanda de exames.
O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) enfatiza a compreensão da perspectiva do paciente, suas preocupações e expectativas. Antes de negar ou aceitar um pedido de exame, é fundamental explorar o 'porquê' da solicitação para oferecer a melhor orientação e construir uma relação de confiança.
A comunicação médica eficaz é um pilar fundamental da prática clínica, especialmente na atenção primária. O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) é uma abordagem que enfatiza a compreensão da perspectiva do paciente, suas preocupações, ideias, sentimentos e expectativas, além da doença em si. Isso é crucial para estabelecer uma relação de confiança, promover a adesão ao tratamento e garantir que as necessidades do paciente sejam atendidas de forma integral. No contexto do rastreamento de câncer de colo uterino, é comum que pacientes tenham informações incorretas ou preocupações baseadas em experiências de terceiros ou mídias. O rastreamento primário para câncer de colo uterino é realizado pela colpocitologia oncótica (Papanicolau) e, em alguns contextos, pelo teste de HPV, seguindo protocolos específicos de idade e frequência. A ultrassonografia transvaginal não é um método de rastreamento para esta condição. Ao abordar a demanda da paciente, a médica deve primeiro explorar a razão da solicitação do exame ('Por que você acredita que precisa realizar este exame?'). Essa abordagem, alinhada ao MCCP, permite que a paciente expresse suas preocupações, que a médica identifique eventuais equívocos e, então, ofereça a orientação correta sobre o rastreamento adequado, explicando a função de cada exame e tranquilizando a paciente de forma empática e educativa.
O MCCP busca integrar a doença do paciente com sua experiência de adoecer, suas ideias, sentimentos e expectativas, promovendo uma abordagem holística e uma relação médico-paciente mais eficaz e empática.
Não, a ultrassonografia transvaginal não é um método de rastreamento para câncer de colo uterino. O rastreamento primário é feito pela colpocitologia oncótica (Papanicolau) e, em alguns protocolos, pelo teste de HPV.
Investigar a preocupação permite ao médico entender a motivação do paciente, corrigir informações errôneas, aliviar ansiedades e oferecer uma explicação clara e personalizada, fortalecendo a confiança e a adesão ao plano terapêutico correto.
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