FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Um médico atendeu uma paciente de 45 anos de idade com diabete mellitus tipo 2 descompensada que relatou dificuldade em aderir ao plano terapêutico prescrito. Durante a consulta, a paciente mencionou sentir-se sobrecarregada com as responsabilidades familiares e acreditava que o tratamento não lhe estava ajudando. O médico decidiu adotar o método clínico centrado na pessoa (MCCP). Com base nesse caso clínico hipotético e no método referido, assinale a opção que apresenta a abordagem correta para esse caso.
MCCP = Explorar saúde/doença + Entender a pessoa + Elaborar plano conjunto + Fortalecer relação.
O MCCP prioriza a experiência da pessoa com a doença, buscando um plano terapêutico compartilhado que considere o contexto biopsicossocial e as expectativas do paciente.
O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) é a base da Medicina de Família e Comunidade moderna. Ele surge como uma resposta ao modelo biomédico centrado apenas na doença, que muitas vezes falha em tratar pacientes com condições crônicas complexas onde a adesão depende de fatores comportamentais e sociais. No caso apresentado, a paciente com DM2 descompensada sente-se sobrecarregada. Uma abordagem puramente autoritária (focada apenas em exames e prescrições) ignoraria a causa raiz da descompensação: o contexto familiar. Ao adotar o MCCP, o médico valida os sentimentos da paciente e negocia um plano que seja viável para ela, transformando a relação de 'obediência' em 'parceria'.
Os componentes são: 1. Explorar a saúde, a doença e a experiência da pessoa (sentimentos, ideias, função e expectativas - SIFE); 2. Entender a pessoa como um todo (contexto familiar, social e espiritual); 3. Elaborar um plano conjunto de manejo (metas comuns); 4. Intensificar a relação médico-pessoa.
Ao explorar as crenças e medos do paciente (como o medo de hipoglicemia ou a sobrecarga familiar), o médico pode ajustar a medicação e as metas de estilo de vida para algo que faça sentido na rotina da pessoa, aumentando a probabilidade de seguimento do plano.
Não. O MCCP integra o processo diagnóstico tradicional (fisiopatologia) com a experiência subjetiva do paciente. O médico continua sendo o técnico responsável, mas a decisão terapêutica passa a ser compartilhada.
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