SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
Roberto, 45 anos, diabético e hipertenso, procura a Unidade de Saúde da Família (USF) relatando fortes dores na região lombar. Ele menciona que sofre com esse problema há vários anos, se intensificando nos últimos 6 meses. Durante a consulta, o médico escuta atentamente o relato de Roberto, buscando compreender o seu processo de adoecimento, sua experiência com a doença e como a lombalgia afeta sua vida, demonstrando empatia e sensibilidade. Ao relatar que há 8 meses iniciou trabalho como pedreiro. O médico pactua com Roberto que irá abordar apenas a queixa da lombalgia, devido à agenda lotada. O médico, então, elabora em conjunto com o paciente, compartilhando a tomada de decisão um plano terapêutico individualizado. Com base no cenário descrito e nos componentes do Método Clínico Centrado na Pessoa, assinale a alternativa correta:
MCCP Componente 2 = Integrar a doença ao contexto individual, familiar e social do paciente.
O Componente 2 do MCCP exige que o médico compreenda o paciente além da queixa biológica, integrando seu contexto de vida, trabalho e ciclo vital ao plano de cuidado.
O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) é o pilar fundamental da Medicina de Família e Comunidade, contrapondo-se ao modelo biomédico tradicional. Ele busca uma abordagem holística onde o paciente é protagonista. A falha no Componente 2 é comum em cenários de sobrecarga de agenda, onde o médico prioriza a queixa aguda em detrimento da visão longitudinal e contextualizada do indivíduo. Na prática clínica, entender que Roberto é pedreiro e possui comorbidades como DM e HAS é crucial para o manejo da lombalgia, pois o esforço físico do trabalho e o controle glicêmico/pressórico influenciam diretamente no prognóstico e nas opções terapêuticas. Ignorar esses fatores rompe a integralidade do cuidado proposta pelo MCCP.
O Componente 2 foca em entender a pessoa como um todo. Isso envolve a exploração do contexto individual (história de vida), familiar (apoio e dinâmica) e social (trabalho, cultura), além de considerar o estágio do ciclo de vida em que o paciente se encontra. No caso clínico, ao ignorar o impacto do trabalho de pedreiro e as outras patologias (DM/HAS) para focar apenas na lombalgia por falta de tempo, o médico falhou em integrar a pessoa ao seu contexto real.
O Componente 1 foca na exploração da saúde, da doença (diagnóstico nosológico) e da experiência do adoecer (sentimentos, ideias, funções e expectativas - FIFE). Já o Componente 2 amplia essa visão, buscando entender quem é aquela pessoa inserida em um ecossistema social e familiar. Enquanto o primeiro olha para o 'sentir' da doença, o segundo olha para o 'ser' que adoece.
Os quatro componentes são: 1. Explorando a saúde, a doença e a experiência do adoecer; 2. Entendendo a pessoa como um todo (contexto); 3. Elaborando um plano conjunto de manejo (acordo mútuo); 4. Intensificando a relação entre a pessoa e o médico (vínculo e empatia). Algumas literaturas mais recentes expandem para 6 componentes, mas os 4 primeiros permanecem como a base clássica cobrada em provas.
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