UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2019
Um usuário comparece à consulta médica solicitando a realização de uma endoscopia, por sentir uma dor epigástrica que receia ser gastrite. Ao avaliar o paciente, o médico de família não identifica sinais de risco e sugere uma dieta específica e tratamento sintomático. O médico pactua com o paciente que, caso não melhore entre 4 e 8 semanas, ele se compromete a pedir a endoscopia. Levando em consideração o método clínico centrado na pessoa, o componente desse método que se refere ao comprometimento do médico em solicitar a endoscopia é:
Método clínico centrado na pessoa: pactuar condutas e planos de manejo com o paciente fortalece a adesão e a relação.
O método clínico centrado na pessoa enfatiza a colaboração entre médico e paciente na tomada de decisões. O comprometimento do médico em solicitar uma endoscopia após um período de tratamento conservador, pactuado com o paciente, exemplifica a elaboração de um plano conjunto de manejo, um dos componentes essenciais desse método.
O método clínico centrado na pessoa é uma abordagem fundamental na medicina, especialmente na atenção primária, que transcende o modelo biomédico tradicional ao considerar o paciente em sua totalidade. Ele reconhece que a doença é apenas uma parte da experiência do indivíduo, e que fatores psicossociais, culturais e contextuais influenciam a saúde e a resposta ao tratamento. Seus componentes incluem explorar a experiência da doença do paciente, entender a pessoa como um todo (incluindo seu contexto de vida), elaborar um plano conjunto de manejo dos problemas e fortalecer a relação médico-pessoa. No caso da dor epigástrica, a pactuação de um plano que inclui tratamento sintomático inicial e o compromisso de uma investigação mais aprofundada se a melhora não ocorrer, reflete a elaboração de um plano conjunto de manejo. Essa abordagem colaborativa não só melhora a adesão ao tratamento e a satisfação do paciente, mas também otimiza o uso de recursos, evitando exames desnecessários em casos de baixo risco. Para residentes, dominar o método clínico centrado na pessoa é essencial para desenvolver uma prática médica humanizada e eficaz, capaz de lidar com a complexidade das necessidades dos pacientes.
Os componentes incluem: explorar a experiência da doença, entender a pessoa como um todo, elaborar um plano conjunto de manejo dos problemas e fortalecer a relação médico-pessoa.
A elaboração de um plano conjunto de manejo aumenta a autonomia do paciente, melhora a adesão ao tratamento e fortalece a relação médico-paciente, pois as decisões são tomadas de forma colaborativa, considerando as preferências e valores do indivíduo.
Nesses casos, o médico pode explorar as preocupações do paciente, oferecer tratamento sintomático e pactuar um período de observação, com o compromisso de investigar mais a fundo (ex: endoscopia) se não houver melhora, respeitando a perspectiva do paciente.
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