Método Clínico Centrado na Pessoa: Autonomia e Adesão

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 71 anos de idade fazia acompanhamento na unidade de saúde de família há oito anos. Ele retornou para uma consulta de acompanhamento do diabetes e trouxe os exames solicitados pelo seu médico de família. Após a avaliação dos resultados, o médico recomendou o uso de insulina diariamente, para melhor controle da glicemia. O paciente confessou ter medo de usar insulina e que gostaria de tentar outro plano terapêutico. Ele estava disposto a seguir dieta, fazer atividade física e tomar os medicamentos orais com maior regularidade ou maior dose. O médico informou sobre os riscos do descontrole glicêmico, mas manteve as medicações, orientou para a atividade física de 150 minutos por semana e solicitou a avaliação com uma nutricionista. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o componente do método clínico centrado na pessoa aplicado pelo médico de família ao paciente.

Alternativas

  1. A) autonomia pela elaboração de um plano de autocuidado pactuado comum de manejo dos problemas
  2. B) longitudinalidade do cuidado, pela relação de vínculo existente entre o médico e o paciente
  3. C) incorporação da promoção à saúde na consulta, pelo encaminhamento à nutricionista
  4. D) prevenção de complicações por auxiliar na mudança do estilo de vida do paciente
  5. E) acesso no cuidado, pelo encaminhamento com a nutricionista

Pérola Clínica

MCCP: autonomia do paciente + plano de autocuidado pactuado = melhor adesão e resultados.

Resumo-Chave

O método clínico centrado na pessoa enfatiza a escuta ativa e a negociação com o paciente para construir um plano terapêutico que considere suas crenças e medos, promovendo a autonomia e a adesão ao tratamento, como visto na recusa à insulina.

Contexto Educacional

O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) é uma abordagem fundamental na Atenção Primária à Saúde, que busca ir além da doença, focando na experiência do paciente e em sua individualidade. É crucial para estabelecer uma relação terapêutica sólida e promover a adesão, especialmente em condições crônicas como o diabetes mellitus. A aplicação do MCCP envolve a escuta ativa das preocupações do paciente, a exploração de suas crenças e medos (como o medo da insulina), e a negociação de um plano de cuidados que seja mutuamente aceitável. Isso fortalece a autonomia do paciente e o engajamento no próprio tratamento, reconhecendo que a decisão final deve ser compartilhada. Ao pactuar um plano de autocuidado, o médico e o paciente constroem juntos estratégias para o manejo da doença, considerando as possibilidades e limitações do indivíduo. Essa abordagem não apenas melhora o controle da doença, mas também a satisfação do paciente e a qualidade de vida, sendo um pilar para a formação de residentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes do Método Clínico Centrado na Pessoa?

O MCCP inclui explorar a doença e a experiência da doença, entender a pessoa como um todo, encontrar um terreno comum, incorporar a prevenção e promoção da saúde, e fortalecer a relação médico-paciente.

Como a autonomia do paciente influencia a adesão ao tratamento?

A autonomia, quando respeitada e incentivada, permite que o paciente participe ativamente da decisão terapêutica, resultando em maior comprometimento e adesão ao plano de cuidados pactuado.

Qual a importância de um plano de autocuidado pactuado no diabetes?

Um plano pactuado considera as preferências e medos do paciente, como o receio da insulina, e busca alternativas viáveis, aumentando a probabilidade de sucesso no controle glicêmico e prevenção de complicações.

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