SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021
Lucas, médico recém contratado para atuar numa Equipe de Saúde da Família em meio rural, está realizando uma visita domiciliar na casa de Dona Conceição, paciente idosa de 72 anos com sequela de Acidente Vascular Encefálico (AVE) há cerca de 9 anos. Lucas inicia sua visita se apresentando e questionando como ela estava e como ele poderia ajudá-la. De pronto, ela responde: ''é essa babaceira na boca, meu filho. Não sei por que me dá isso, é todo dia!''. Lucas já revisara o prontuário da paciente e verificara o diagnóstico de sialorreia como sequela do AVE prévio. Mesmo assim, achou melhor ouvir um pouco mais Dona Conceição. Descobriu que era empregada doméstica, mas estava aposentada. Ouviu Dona Conceição dizer que é evangélica e frequentadora da igreja do bairro, que tinha três filhos, dois dos quais moravam em outra cidade, além de uma filha mais nova que, apesar de casada e com seus próprios filhos, também fazia o papel de cuidadora da paciente. Procurou saber também sua percepção sobre o problema apresentado, como sua vida havia sido afetada e quais expectativas dela a respeito disso tudo. Ao final, mesmo ponderando com a paciente seu diagnóstico anterior, Conceição insistiu se não poderia ser outra coisa e se não havia nada a ser feito. Lucas propôs então realizar uma avaliação odontológica na próxima visita para descartar outras alterações que pudessem estar contribuindo para a sialorreia e combinou de estudar a segurança de opções farmacológicas para alívio do sintoma considerando as condições de saúde de Dona Conceição. A respeito da abordagem de Lucas na consulta na perspectiva do Método Clínico Centrado na Pessoa, pode-se afirmar que a condução da consulta e a conduta tomada estão:
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