UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022
No tratamento do traumatismo raquimedular (TRM), a administração venosa de metilprednisolona em bolus na dose de 30mg/kg, seguida da infusão estendida de 5,4mg/kg/h por 48 horas está indicada se iniciada:
TRM → Metilprednisolona (30mg/kg bolus + 5.4mg/kg/h por 48h) se iniciada entre 3-8h pós-trauma.
A metilprednisolona em altas doses para TRM é um tratamento controverso, mas ainda abordado em provas. Sua indicação, baseada nos estudos NASCIS, é restrita a um período de 3 a 8 horas após a lesão, visando minimizar a lesão secundária.
O traumatismo raquimedular (TRM) é uma condição devastadora que pode levar a déficits neurológicos permanentes. A lesão primária é o dano direto à medula espinhal, enquanto a lesão secundária, mediada por processos inflamatórios e isquêmicos, ocorre nas horas e dias seguintes, sendo um alvo potencial para intervenções terapêuticas. A administração de metilprednisolona em altas doses para TRM é um tópico de grande debate na neurologia e neurocirurgia. Baseada principalmente nos estudos NASCIS (National Acute Spinal Cord Injury Study), a terapia com metilprednisolona foi sugerida para melhorar os desfechos neurológicos se iniciada dentro de uma janela específica. O protocolo envolve um bolus de 30mg/kg seguido por uma infusão de 5,4mg/kg/h por 48 horas, com a eficácia mais notável observada quando iniciada entre 3 e 8 horas após o trauma. Apesar dos resultados dos estudos NASCIS, muitas diretrizes atuais não recomendam rotineiramente o uso de metilprednisolona devido à controvérsia sobre o real benefício clínico versus o aumento dos riscos de complicações, como infecções, sangramento gastrointestinal e sepse. No entanto, o conhecimento sobre a janela terapêutica e o protocolo de dosagem ainda é relevante para provas de residência e para a compreensão histórica e atual do manejo do TRM.
A dose é de 30mg/kg em bolus, seguida de infusão de 5,4mg/kg/h por 48 horas, conforme o protocolo dos estudos NASCIS.
É indicada se iniciada entre 3 e 8 horas após o trauma, visando atenuar a lesão medular secundária. Fora dessa janela, os riscos superam os potenciais benefícios.
Os riscos incluem infecções, sangramento gastrointestinal, hiperglicemia e sepse, o que contribui para a controvérsia sobre seu uso rotineiro.
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