PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020
Dentre as medicações para tratamento de Hipertensão Crônica na gestação, assinale qual a droga utilizada de primeira escolha e porque:
Hipertensão crônica na gestação → Metildopa é 1ª escolha pela segurança fetal comprovada.
A metildopa é o anti-hipertensivo de primeira escolha para hipertensão crônica na gestação devido ao seu perfil de segurança bem estabelecido para o feto e a mãe, com décadas de uso e evidências. Outras opções incluem labetalol e nifedipina.
A hipertensão crônica na gestação é definida como pressão arterial elevada (≥ 140/90 mmHg) diagnosticada antes da gravidez, antes de 20 semanas de gestação, ou que persiste por mais de 12 semanas pós-parto. É uma condição comum que afeta cerca de 1-5% das gestações e está associada a um risco aumentado de complicações maternas e fetais, como pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento intrauterino e parto prematuro. O manejo adequado é crucial para otimizar os resultados da gravidez. O diagnóstico baseia-se em medições consistentes da pressão arterial. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e alterações vasculares preexistentes que são exacerbadas pela gravidez. A suspeita deve surgir em qualquer gestante com histórico de hipertensão ou com valores pressóricos elevados em consultas de rotina. A diferenciação com a hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia é fundamental para a conduta. O tratamento farmacológico é indicado quando a pressão arterial atinge níveis ≥ 140/90 mmHg. A metildopa é a droga de primeira escolha devido à sua segurança fetal bem estabelecida e décadas de experiência clínica. Labetalol e nifedipina são alternativas seguras. É importante monitorar a pressão arterial regularmente e ajustar a dose conforme necessário, sempre visando o controle pressórico sem comprometer a perfusão uteroplacentária. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas requer vigilância contínua.
Os anti-hipertensivos considerados seguros na gestação incluem metildopa (primeira escolha), labetalol e nifedipina. Outras classes como IECA e BRA são contraindicadas.
A metildopa é a primeira escolha devido ao seu extenso histórico de segurança para o feto e a mãe, com eficácia comprovada na redução da pressão arterial e poucos efeitos adversos significativos.
Nifedipina e hidralazina são frequentemente utilizadas no manejo de emergências hipertensivas na gestação, como crises hipertensivas ou pré-eclâmpsia grave, devido ao seu rápido início de ação.
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