Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Acerca dos medicamentos usados no tratamento do diabetes tipo 2, assinale a alternativa correta.
Metformina: melhora hiperglicemia (jejum/pós-prandial) e hipertrigliceridemia em DM2 obeso, sem ganho de peso.
A metformina é a primeira linha para DM2, especialmente em obesos, devido à sua eficácia na redução da glicemia, melhora do perfil lipídico e ausência de ganho de peso ou risco de hipoglicemia.
O tratamento do diabetes tipo 2 (DM2) envolve uma abordagem multifacetada, com modificações no estilo de vida e uso de medicamentos. A metformina é a droga de primeira linha para a maioria dos pacientes com DM2, especialmente aqueles com sobrepeso ou obesidade, devido ao seu perfil de eficácia e segurança. Seu mecanismo de ação principal é a redução da produção hepática de glicose e o aumento da sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos. A metformina é particularmente vantajosa por não promover ganho de peso e, em alguns casos, até auxiliar em uma leve perda. Além de controlar a hiperglicemia de jejum e pós-prandial, ela pode melhorar o perfil lipídico, reduzindo os triglicerídeos. Diferentemente das sulfonilureias, que estimulam a secreção de insulina e frequentemente causam ganho de peso e hipoglicemia, a metformina tem um risco muito baixo de hipoglicemia quando usada como monoterapia. Outras classes de medicamentos, como as tiazolidinedionas (pioglitazona, rosiglitazona), melhoram a sensibilidade à insulina, mas podem causar retenção hídrica e ganho de peso. A rosiglitazona foi associada a um risco aumentado de eventos cardiovasculares, enquanto a pioglitazona tem um perfil mais favorável. A acarbose, por sua vez, atua na absorção intestinal de carboidratos e tem baixo risco de hipoglicemia, mas pode causar efeitos gastrointestinais. Conhecer as particularidades de cada classe é essencial para a prática clínica e para as provas de residência.
A metformina reduz a produção hepática de glicose, aumenta a sensibilidade à insulina e melhora a captação de glicose pelos tecidos periféricos. Ela controla a hiperglicemia de jejum e pós-prandial, e pode melhorar o perfil lipídico.
As sulfonilureias, ao estimular a secreção de insulina, frequentemente causam ganho de peso e têm um risco significativo de hipoglicemia, diferentemente da metformina.
A acarbose, um inibidor da alfa-glicosidase, age retardando a absorção de carboidratos no intestino. Seu risco de hipoglicemia é baixo quando usada isoladamente, mas pode ocorrer se combinada com outros agentes que causam hipoglicemia.
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