Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Mulher de 36 anos comparece ao ambulatório para iniciar pré-natal, com 14 semanas de idade gestacional. É portadora de diabetes mellitus tipo II, sem complicações clínicas, em uso de metformina. Qual a melhor recomendação nessa primeira consulta?
DM tipo II na gestação: metformina pode ser mantida, avaliar curva glicêmica para insulinoterapia.
A metformina é considerada segura na gestação, especialmente após o primeiro trimestre, e pode ser mantida em pacientes com DM tipo II. A decisão de iniciar insulina deve ser baseada no controle glicêmico individual e na curva glicêmica, não sendo uma indicação universal de imediato.
O Diabetes Mellitus tipo 2 na gestação é um desafio clínico crescente, exigindo manejo cuidadoso para otimizar os desfechos maternos e fetais. A metformina, um hipoglicemiante oral, tem sido objeto de muitos estudos e, embora a insulina seja tradicionalmente a primeira escolha, a metformina é considerada uma opção segura e eficaz, especialmente após o primeiro trimestre, para pacientes com DM tipo 2. A fisiopatologia do DM tipo 2 na gestação envolve resistência à insulina e secreção inadequada, exacerbadas pelas alterações hormonais gravídicas. O diagnóstico e manejo visam evitar complicações como pré-eclâmpsia, macrossomia fetal, parto prematuro e hipoglicemia neonatal. A metformina atua reduzindo a produção hepática de glicose e aumentando a sensibilidade à insulina, e estudos não demonstraram aumento de malformações congênitas com seu uso. O tratamento deve ser individualizado. A metformina pode ser mantida se o controle glicêmico for adequado, mas a insulina é a terapia preferencial para atingir metas rigorosas de glicemia. O prognóstico depende do controle glicêmico, da adesão ao tratamento e do monitoramento contínuo para prevenir complicações.
Sim, a metformina tem sido cada vez mais utilizada e estudada na gestação, mostrando segurança e eficácia, especialmente após o primeiro trimestre, embora a insulina seja o padrão ouro.
A insulinoterapia é indicada quando o controle glicêmico não é alcançado com dieta, exercícios e/ou metformina, ou em casos de DM tipo 1. A decisão é individualizada após avaliação da curva glicêmica.
Alguns hipoglicemiantes orais podem ter efeitos teratogênicos ou causar hipoglicemia neonatal. A metformina, no entanto, tem um perfil de segurança mais favorável, embora atravesse a placenta.
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