UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Em relação às metástases de neoplasias colorretais, é correto afirmar:
Ressecção de metástases hepáticas colorretais visa remoção completa, preservando parênquima funcionante, independente do porte.
O tratamento das metástases hepáticas de câncer colorretal evoluiu, e a ressecção cirúrgica é a única opção com potencial curativo. A decisão de ressecar não se limita a número ou tamanho fixos, mas sim à possibilidade de remoção completa de todas as lesões com margens livres, mantendo um volume de fígado residual funcionalmente adequado para o paciente. O porte da hepatectomia é individualizado.
As metástases hepáticas são a forma mais comum de disseminação do câncer colorretal e representam um desafio terapêutico significativo. No passado, sua presença era frequentemente associada a um prognóstico sombrio e tratamento exclusivamente paliativo. No entanto, avanços na cirurgia, quimioterapia e técnicas de imagem transformaram a abordagem, tornando a ressecção cirúrgica uma opção curativa para muitos pacientes. A ressecabilidade das metástases hepáticas não é determinada por um número fixo de lesões ou tamanho, mas sim pela capacidade de remover todas as lesões visíveis e palpáveis com margens cirúrgicas livres de doença, mantendo um volume de parênquima hepático residual funcionalmente adequado. O porte da hepatectomia é variável e individualizado, podendo ser desde ressecções menores até hepatectomias estendidas, muitas vezes realizadas em um ou dois tempos. É fundamental que o tratamento seja multidisciplinar, envolvendo cirurgiões, oncologistas clínicos e radiologistas. A quimioterapia neoadjuvante e adjuvante desempenha um papel crucial, tanto para downstaging das lesões quanto para controle da doença sistêmica. A ressecção de metástases hepáticas, quando factível, oferece a melhor chance de sobrevida a longo prazo para pacientes com câncer colorretal metastático.
O principal objetivo é a ressecção completa de todas as lesões metastáticas com margens livres, visando a cura ou o aumento significativo da sobrevida, sempre que factível.
A quimioterapia neoadjuvante é frequentemente utilizada para reduzir o tamanho das metástases, permitir a ressecção em casos inicialmente irressecáveis e avaliar a resposta tumoral, mas sua indicação exata depende do caso e do protocolo.
Os fatores mais importantes incluem a possibilidade de remover todas as lesões com margens negativas, a ausência de doença extra-hepática não ressecável e a capacidade de preservar um volume de fígado residual funcionalmente adequado (geralmente >20-30% do volume total).
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