Metástases Hepáticas Colorretais: Papel do PET-CT

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020

Enunciado

Referente às metástases hepáticas no contexto do carcinoma colorretal, selecione a assertiva que NÃO corresponde a essa patologia.

Alternativas

  1. A) As metástases hepáticas são responsáveis por até 2/3 das mortes no câncer colorretal e as resseções bem indicadas podem aumentar a sobrevida em até 60% em 5 anos.
  2. B) As principais contraindicações à hepatectomia são: impossibilidade de controle do tumor primário; presença de tumor extra-hepático não ressecável, incluindo doença linfonodal ou peritoneal disseminada; multinodularidade impedindo a resseção total das lesões com preservação de volume adequado de parênquima funcional e ainda lesões próximas ou invadindo grandes vasos, de modo que impeçam tecnicamente a resseção ou comprometam a vascularização do remanescente hepático.
  3. C) O PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons), segundo estudos de revisão recentes, ainda não demonstra ganho em relação à tomografia para identificação de metástases na avaliação pré-cirúrgica, também não apresentando fator modificador de conduta do cirurgião ou ganho de sobrevida.
  4. D) A embolização portal com hepatectomia posterior e ablação por radiofrequência são manejos também utilizados no tratamento da doença hepática metastática e a presença de doença extra-hepática não é contra-indicação absoluta à cirurgia para metastasectomia.

Pérola Clínica

PET-CT é superior à TC para detecção de metástases hepáticas colorretais, alterando conduta e melhorando sobrevida.

Resumo-Chave

A assertiva C está incorreta porque o PET-CT com FDG é uma ferramenta valiosa na avaliação pré-cirúrgica de metástases hepáticas colorretais, sendo mais sensível que a TC para detectar lesões ocultas, especialmente extra-hepáticas, e pode sim modificar a conduta cirúrgica e impactar a sobrevida.

Contexto Educacional

As metástases hepáticas são a principal causa de mortalidade em pacientes com carcinoma colorretal, sendo encontradas em até 50% dos casos. A ressecção cirúrgica dessas metástases, quando bem indicada, é a única opção curativa e pode aumentar a sobrevida em 5 anos para até 60%, destacando a importância de uma avaliação e manejo precisos. A avaliação pré-cirúrgica é complexa e visa determinar a ressecabilidade das lesões e a ausência de doença extra-hepática. Métodos de imagem como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) são padrão, mas o PET-CT com FDG tem demonstrado superioridade na detecção de lesões ocultas, especialmente em sítios extra-hepáticos, o que pode alterar a estratégia cirúrgica e evitar laparotomias desnecessárias. Além da hepatectomia, outras modalidades como embolização portal (para induzir hipertrofia do fígado remanescente), ablação por radiofrequência e quimioterapia neoadjuvante são utilizadas. A presença de doença extra-hepática não é uma contraindicação absoluta à cirurgia, mas exige uma avaliação multidisciplinar cuidadosa para garantir que a ressecção traga benefício real ao paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da ressecção de metástases hepáticas no câncer colorretal?

A ressecção de metástases hepáticas é fundamental no câncer colorretal, pois pode aumentar significativamente a sobrevida em 5 anos, sendo responsável por até 2/3 das mortes quando não tratadas.

Quais são as principais contraindicações para a hepatectomia de metástases colorretais?

As contraindicações incluem impossibilidade de controle do tumor primário, doença extra-hepática não ressecável (linfonodal ou peritoneal disseminada), multinodularidade que impeça ressecção total com volume hepático funcional adequado, e lesões invadindo grandes vasos.

Como o PET-CT contribui para a avaliação pré-cirúrgica de metástases hepáticas colorretais?

O PET-CT com FDG é superior à tomografia para detectar metástases hepáticas e, principalmente, lesões extra-hepáticas ocultas, modificando a conduta cirúrgica em uma parcela significativa dos pacientes e otimizando o planejamento terapêutico.

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