Metástases Hepáticas de CCR: Ressecção e Sobrevida

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) As lesões metastáticas do fígado têm como origem, em sua grande maioria, os tumores primários de estômago, com uma taxa de sobrevida de 2% em 5 anos.
  2. B) A neoplasia de pâncreas é a que mais desenvolve metástase hepática, chegando a 90% dos casos de metástase de fígado.
  3. C) O câncer de mama, hoje, representa as maiores taxas de lesões metastáticas para o fígado.
  4. D) As lesões metastáticas do fígado têm como origem, em sua grande maioria, os tumores provenientes do colón e do reto e apresentam uma taxa média de sobrevida de 50% em 5 anos após hepatectomia.
  5. E) Os hepatocarcinomas têm diminuído sua incidência e não guardam relação com os quadros cirróticos e de hepatite prévia.

Pérola Clínica

Metástases hepáticas mais comuns → CCR; hepatectomia em casos selecionados ↑ sobrevida a 5 anos para ~50%.

Resumo-Chave

As metástases hepáticas de câncer colorretal (CCR) são as mais frequentes e, quando ressecáveis, a hepatectomia oferece uma chance significativa de sobrevida a longo prazo, com taxas de 5 anos em torno de 50% em pacientes selecionados. Outras opções estão incorretas devido a dados epidemiológicos e prognósticos.

Contexto Educacional

As metástases hepáticas representam um desafio significativo na oncologia, sendo o fígado um sítio comum para a disseminação de diversos tipos de câncer. A compreensão da origem e do manejo dessas lesões é fundamental para a prática clínica. É amplamente reconhecido que os tumores primários do cólon e reto são a principal fonte de metástases hepáticas, dada a drenagem venosa do intestino grosso para o sistema porta, que leva o sangue diretamente ao fígado. A ressecção cirúrgica (hepatectomia) de metástases hepáticas, especialmente as de origem colorretal, tem demonstrado um impacto significativo na sobrevida dos pacientes. Em casos selecionados, onde a doença é ressecável e não há evidência de disseminação extra-hepática incontrolável, as taxas de sobrevida em 5 anos podem atingir cerca de 50%, um avanço notável em comparação com o prognóstico sem tratamento cirúrgico. É importante notar que outras opções apresentadas na questão estão incorretas. Tumores de estômago e pâncreas frequentemente metastatizam para o fígado, mas não são a principal origem em termos de volume total de casos de metástases hepáticas. O câncer de mama também pode metastatizar para o fígado, mas não supera o CCR em incidência de metástases hepáticas. Além disso, o hepatocarcinoma tem uma incidência crescente e está fortemente associado a quadros de cirrose e hepatites crônicas.

Perguntas Frequentes

Qual a origem mais comum das metástases hepáticas?

As metástases hepáticas têm como origem mais comum os tumores primários do trato gastrointestinal, especialmente do cólon e reto, devido à drenagem venosa portal direta para o fígado.

Quando a hepatectomia é indicada para metástases hepáticas?

A hepatectomia para metástases hepáticas é indicada em pacientes selecionados com doença ressecável, bom estado geral, ausência de doença extra-hepática incontrolável e margens cirúrgicas negativas, visando a cura ou aumento significativo da sobrevida.

Qual a relação entre cirrose e hepatocarcinoma?

O hepatocarcinoma (CHC) está fortemente associado à cirrose hepática, sendo a principal complicação em pacientes cirróticos. Fatores como hepatites virais crônicas (B e C) e doença hepática gordurosa não alcoólica são as principais causas de cirrose e, consequentemente, de CHC.

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