UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, portador de metástases hepáticas de origem colorretal metacrônicas, apresenta cinco lesões hepáticas assim localizadas: duas no setor medial esquerdo, uma no setor lateral esquerdo e duas no segmento 6. O CEA no momento do diagnóstico era 400 ng/ml. Após dois ciclos de quimioterapia com Folfoxiri e Bevacizumab, observou-se resposta total no setor lateral esquerdo e resposta parcial no restante das lesões hepáticas. O CEA sérico foi reduzido para 35 ng/ml. Diante do exposto, qual é o tratamento?
Metástases hepáticas colorretais responsivas à QT → Ressecção cirúrgica após otimização e intervalo.
Em pacientes com metástases hepáticas de câncer colorretal que respondem bem à quimioterapia neoadjuvante (redução do CEA e das lesões), a ressecção cirúrgica é a melhor opção curativa. É importante um intervalo de algumas semanas (geralmente 4-8 semanas) após a quimioterapia para recuperação do paciente e avaliação da resposta máxima.
O manejo das metástases hepáticas de origem colorretal é um dos pilares da oncologia cirúrgica e clínica. Em pacientes com doença metastática, a ressecção cirúrgica das lesões hepáticas, quando possível, oferece a única chance de cura a longo prazo. A quimioterapia neoadjuvante, como o esquema Folfoxiri com Bevacizumab, é frequentemente empregada para reduzir o volume tumoral, converter lesões irressecáveis em ressecáveis e testar a sensibilidade biológica do tumor. A resposta à quimioterapia, evidenciada pela redução do CEA e das dimensões das lesões, é um forte indicativo para prosseguir com a cirurgia. Após a quimioterapia, é crucial um período de 'descanso' de aproximadamente 4 a 8 semanas. Este intervalo permite a recuperação do paciente dos efeitos tóxicos da quimioterapia, a avaliação da resposta máxima e a regeneração do parênquima hepático, o que é fundamental para reduzir a morbidade e mortalidade pós-operatória. Para residentes, a compreensão dessa sequência terapêutica – quimioterapia de indução seguida de ressecção – é vital para o planejamento do tratamento e para a discussão multidisciplinar de casos de câncer colorretal metastático, visando sempre a melhor estratégia para o paciente.
A quimioterapia neoadjuvante visa reduzir o tamanho das metástases, tornar lesões inicialmente irressecáveis em ressecáveis, controlar a doença sistêmica e avaliar a biologia do tumor antes da cirurgia.
A ressecção é indicada quando as metástases são consideradas ressecáveis, ou se tornam ressecáveis após quimioterapia neoadjuvante, e o paciente tem condições clínicas para o procedimento, com margens cirúrgicas negativas e fígado remanescente adequado.
Um intervalo de 4 a 8 semanas permite a recuperação do paciente dos efeitos da quimioterapia, a avaliação completa da resposta tumoral e a regeneração hepática, minimizando complicações cirúrgicas e otimizando os resultados.
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