UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Qual das alternativas abaixo sobre metástases hepáticas está INCORRETA?
Metástases hepáticas ressecáveis (colorretais e NÃO colorretais) podem ter benefício de sobrevida.
Embora o câncer colorretal seja o modelo clássico, metástases de tumores neuroendócrinos e outros primários selecionados também se beneficiam de cirurgia.
As metástases hepáticas são as neoplasias malignas mais frequentes do fígado, superando os tumores primários como o carcinoma hepatocelular. O fígado é um sítio comum de disseminação hematogênica devido à sua dupla vascularização e ao sistema portal, que drena o trato gastrointestinal. O manejo multidisciplinar é fundamental, integrando quimioterapia sistêmica com terapias locais. A evolução das técnicas cirúrgicas e da radiologia intervencionista expandiu os limites do tratamento curativo. A noção de que apenas o câncer colorretal se beneficia de cirurgia está obsoleta; a seleção criteriosa de pacientes com metástases de outros sítios primários tem demonstrado resultados favoráveis em sobrevida global e livre de doença.
Tumores neuroendócrinos são os principais exemplos, onde a cirurgia citorredutora melhora sintomas e sobrevida. Outros tumores como melanoma ocular, tumores de Wilms e sarcomas selecionados também podem ser considerados para ressecção.
Metástases sincrônicas são detectadas ao mesmo tempo ou em até 6 meses após o diagnóstico do tumor primário. Metacrônicas surgem após esse período. Geralmente, as sincrônicas indicam uma biologia tumoral mais agressiva e pior prognóstico.
Atualmente, a ressecabilidade não é definida pelo que é retirado, mas pelo que fica. É necessário preservar pelo menos dois segmentos contíguos com drenagem venosa, aporte arterial e biliar adequados, e um volume de remanescente hepático funcional (FLR) suficiente.
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