UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Paciente masculino, 63 anos, previamente hígido, dá entrada no Pronto Atendimento com queixa de dor em hipocôndrio direito, de início há 3 dias, associada a náuseas e vômitos. Relata que o quadro teve início após ter ido a um churrasco. Conta também que já teve episódios de dor semelhante em outras ocasiões, porém com menor intensidade. De antecedentes, relata hipertensão e diabetes controlados. Ao exame físico:• Paciente consciente, orientado, eupneico, temperatura axilar de 38°C, anictérico,• Aparelho respiratório sem alterações,• Aparelho cardiovascular: FC 93 bpm, PA 140 x 75 mmHg,• Abdome obeso, flácido, doloroso à palpação em hipocôndrio direito, sinal de Murphy presente, descompressão brusca dolorosa,• Hemoglobina 12,8 g%, Hematócrito 38%, Leucócitos 18.200.Com fundamento ainda no caso, é correto afirmar:
Metástases > Tumores primários no fígado; Hepatocarcinoma (HCC) é o primário mais comum.
As metástases são as neoplasias hepáticas mais frequentes, geralmente oriundas do trato gastrointestinal. O hepatocarcinoma é o tumor primário mais comum, frequentemente associado à cirrose.
O fígado é um sítio comum para disseminação hematogênica de neoplasias malignas, especialmente do cólon, estômago e pâncreas, devido à drenagem portal. Entre os tumores primários, o hepatocarcinoma (HCC) lidera, ocorrendo majoritariamente em fígados cirróticos decorrentes de hepatites virais (VHB, VHC), álcool ou esteato-hepatite. O diagnóstico do HCC em cirróticos é peculiar pois permite critérios radiológicos (LI-RADS) sem necessidade de biópsia, visando evitar o risco de disseminação pelo trajeto da agulha e complicações hemorrágicas.
As metástases são muito mais frequentes que os tumores primários, sendo o fígado o segundo órgão mais acometido por metástases (atrás dos linfonodos), principalmente de tumores do trato gastrointestinal.
Não. Em pacientes cirróticos, o diagnóstico pode ser feito exclusivamente por métodos de imagem (TC ou RM) com contraste, observando-se o padrão de 'wash-in' (realce na fase arterial) e 'wash-out' (clareamento na fase portal/tardia) em lesões > 1cm.
A alfafetoproteína (AFP) é um marcador tumoral que auxilia no rastreio e acompanhamento, mas não é expressa em todos os pacientes (sensibilidade limitada), podendo estar normal em tumores pequenos ou em variantes específicas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo