UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Dentre as metástases hepáticas de origem colorretal com doença extra-hepática associada, tratadas com cirurgia, assinale qual tem pior prognóstico em 5 anos.
Câncer colorretal metastático com doença extra-hepática: Carcinomatose peritoneal e doença linfonodal retroperitoneal → pior prognóstico.
Em pacientes com metástases hepáticas colorretais e doença extra-hepática, a presença de carcinomatose peritoneal ou doença linfonodal retroperitoneal geralmente indica um prognóstico significativamente pior em comparação com metástases pulmonares ou ovarianas isoladas.
O câncer colorretal é uma das neoplasias mais comuns e, em muitos casos, apresenta metástases ao diagnóstico ou durante o curso da doença, sendo o fígado o sítio mais frequente. A presença de doença extra-hepática associada às metástases hepáticas é um fator prognóstico importante e desafia a decisão terapêutica. Embora a ressecção de metástases hepáticas e, em alguns casos, pulmonares, possa oferecer sobrevida prolongada, a presença de carcinomatose peritoneal ou doença linfonodal retroperitoneal geralmente indica um estágio mais avançado e agressivo da doença. Essas condições são frequentemente associadas a um pior prognóstico em 5 anos, mesmo com tratamento cirúrgico e quimioterapia. A avaliação cuidadosa da extensão da doença extra-hepática é crucial para o planejamento terapêutico. Enquanto metástases pulmonares ou ovarianas isoladas podem ser passíveis de ressecção curativa em centros especializados, a carcinomatose peritoneal e a doença linfonodal retroperitoneal representam desafios maiores, com taxas de recorrência elevadas e menor sobrevida global, exigindo abordagens multimodais e individualizadas.
Fatores prognósticos negativos incluem a presença de carcinomatose peritoneal, doença linfonodal retroperitoneal, múltiplas metástases extra-hepáticas e doença não ressecável.
A carcinomatose peritoneal indica disseminação extensa da doença na cavidade abdominal, sendo frequentemente associada a um grande volume tumoral e dificuldade de ressecção completa, resultando em altas taxas de recorrência e menor sobrevida.
Metástases pulmonares isoladas, quando ressecáveis, geralmente têm um prognóstico melhor do que a doença linfonodal retroperitoneal, que frequentemente indica uma doença sistêmica mais avançada e agressiva.
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