INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma mulher de 59 anos é atendida em unidade de pronto-atendimento, queixando-se de dor lombar contínua, de forte intensidade, de caráter progressivo e com piora no último mês. Realizou tratamento prévio com analgésico e com anti-inflamatório, porém os sintomas persistiram. Ela refere história prévia de tratamento para câncer de mama há 3 anos. No momento, está sem queixas acerca da mama. O exame físico mostra hiperalgesia aos estímulos em coluna lombar. Radiografia da coluna lombar: lesões líticas. Com base no caso clínico apresentado, a principal hipótese diagnóstica é
Mulher >50a com dor lombar progressiva, refratária e história de câncer → suspeitar metástase óssea.
A dor lombar em pacientes com histórico de câncer, especialmente de mama, próstata, pulmão, rim e tireoide, deve sempre levantar a suspeita de metástase óssea, principalmente se for progressiva e refratária a analgésicos comuns. Lesões líticas na radiografia confirmam essa suspeita.
A metástase óssea vertebral é uma complicação comum em pacientes com câncer avançado, especialmente de mama, próstata, pulmão, rim e tireoide. A dor lombar é o sintoma mais frequente e pode ser o primeiro sinal de recorrência ou progressão da doença, sendo crucial para o residente reconhecer sua importância. A prevalência de metástases ósseas em câncer de mama pode chegar a 70% em estágios avançados. A fisiopatologia envolve a disseminação de células tumorais para o osso, onde proliferam e causam destruição óssea (lesões líticas) ou formação óssea anormal (lesões blásticas). O diagnóstico é suspeitado pela história clínica (dor persistente, progressiva, refratária, história de câncer) e confirmado por exames de imagem como radiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia óssea. A presença de lesões líticas na radiografia é um achado chave. O tratamento visa aliviar a dor, prevenir fraturas patológicas e preservar a função neurológica. Inclui analgésicos, radioterapia, bisfosfonatos, denosumabe e, em alguns casos, cirurgia. O prognóstico depende da extensão da doença e do tipo de câncer primário, mas o reconhecimento precoce e o manejo adequado são fundamentais para a qualidade de vida do paciente.
Sinais de alerta incluem dor óssea persistente e progressiva, refratária a analgésicos, e achados de lesões líticas ou blásticas em exames de imagem.
A história de câncer é um fator de risco crucial para dor lombar metastática, exigindo investigação aprofundada para descartar comprometimento ósseo.
A dor mecânica geralmente piora com o movimento e melhora com o repouso, enquanto a dor metastática é frequentemente contínua, progressiva, piora à noite e não melhora com repouso.
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