Metástase Óssea na Coluna: Investigação e Diagnóstico

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Homem de 72 anos refere quadro de dor lombar e fraqueza progressiva em membros inferiores, evoluindo para impossibilidade de deambular nos últimos três dias. Ao exame, há força grau 2 em membros inferiores, com nível sensitivo em altura de T10. A radiografia da coluna torácica evidencia múltiplas lesões osteoblásticas com erosão de pedículos. Nesse caso, o exame que mais provavelmente auxiliará na investigação etiológica inicial é:

Alternativas

  1. A) radiografia de tórax
  2. B) ultrassonografia de tireoide
  3. C) antígeno prostático específico
  4. D) eletroforese de proteínas séricas 

Pérola Clínica

Homem idoso + dor lombar + fraqueza MMII + lesões osteoblásticas com erosão de pedículos → suspeitar câncer de próstata metastático. PSA é o exame inicial.

Resumo-Chave

Em pacientes idosos com dor lombar, déficits neurológicos e achados radiográficos de lesões osteoblásticas na coluna, a metástase óssea é uma forte suspeita. O câncer de próststata é uma causa comum de metástases osteoblásticas, tornando o Antígeno Prostático Específico (PSA) um exame crucial na investigação etiológica inicial.

Contexto Educacional

A dor lombar é uma queixa comum, mas em pacientes idosos com déficits neurológicos progressivos e achados radiográficos de lesões ósseas, a etiologia maligna deve ser prontamente investigada. A metástase óssea para a coluna vertebral é uma causa frequente de compressão medular, uma emergência neurológica que pode levar a sequelas permanentes se não tratada rapidamente. O câncer de próstata é notório por causar metástases osteoblásticas, que se manifestam como lesões densas na radiografia, muitas vezes com erosão dos pedículos vertebrais. O diagnóstico precoce da causa subjacente é crucial para o manejo adequado. A avaliação inicial deve incluir uma história clínica detalhada, exame físico neurológico completo e exames de imagem da coluna. Uma vez identificadas as lesões ósseas, a investigação etiológica deve prosseguir com marcadores tumorais específicos, como o PSA para câncer de próstata, ou outros exames conforme a suspeita clínica. O tratamento visa aliviar a compressão medular (cirurgia, radioterapia) e tratar a doença primária. A identificação do tumor primário é fundamental para guiar a terapia sistêmica e melhorar o prognóstico do paciente. Residentes devem estar atentos a essa apresentação clínica para garantir um diagnóstico e tratamento eficazes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para metástase óssea na coluna?

Sinais de alerta incluem dor lombar persistente, fraqueza progressiva em membros inferiores, déficits neurológicos como nível sensitivo e alterações esfincterianas, especialmente em pacientes com histórico de câncer ou fatores de risco.

Por que o Antígeno Prostático Específico (PSA) é importante neste caso?

O PSA é um marcador tumoral específico para o câncer de próstata, que é uma das causas mais comuns de metástases ósseas osteoblásticas em homens idosos. Sua elevação pode confirmar a suspeita etiológica da lesão óssea.

Quais outros exames podem auxiliar na investigação de lesões osteoblásticas?

Além do PSA, outros exames incluem tomografia computadorizada ou ressonância magnética da coluna para melhor detalhamento das lesões e compressão, cintilografia óssea para avaliar a extensão das metástases e biópsia da lesão para confirmação histopatológica.

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