CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Com relação aos tumores metastáticos intraoculares, é correto afirmar que:
Coroide = local mais comum de metástase intraocular devido à sua alta vascularização.
As metástases são os tumores intraoculares malignos mais frequentes em adultos, superando o melanoma primário. A coroide é o sítio preferencial pela rica rede capilar.
As metástases intraoculares representam um desafio diagnóstico na prática oftalmológica, sendo frequentemente confundidas com tumores primários. A compreensão de que a coroide é o principal alvo devido à sua arquitetura vascular é fundamental para o raciocínio clínico. Em homens, o câncer de pulmão é a causa primária mais comum, enquanto em mulheres predomina o câncer de mama. O manejo deve ser multidisciplinar, integrando o oftalmologista e o oncologista para o controle sistêmico e local da neoplasia.
Em mulheres, o câncer de mama é a fonte primária mais frequente de metástases intraoculares, representando a grande maioria dos casos diagnosticados. Diferente do colo do útero, o tecido mamário tem uma propensão maior à disseminação hematogênica para a úvea posterior. O diagnóstico muitas vezes ocorre em pacientes com histórico conhecido da doença, mas a lesão ocular pode ser a primeira manifestação em uma parcela significativa de casos, exigindo investigação sistêmica imediata.
A coroide é o local mais frequente de metástase intraocular devido ao seu suprimento vascular extremamente rico e lento, proveniente das artérias ciliares posteriores. Essa característica facilita o aprisionamento de células tumorais circulantes. Aproximadamente 90% das metástases uveais localizam-se na coroide, enquanto o corpo ciliar e a íris são afetados com muito menos frequência. A aparência clínica típica é de uma lesão amarelada, multinodular e associada a descolamento de retina exsudativo.
Diferente do melanoma uveal primário em estágios avançados, a enucleação raramente é o tratamento de escolha para metástases intraoculares. O objetivo principal no manejo de metástases é paliativo: preservar a visão e melhorar a qualidade de vida, já que a doença é sistêmica. O tratamento geralmente envolve quimioterapia sistêmica, terapia hormonal ou radioterapia (braquiterapia ou feixe externo). A enucleação é reservada apenas para olhos cegos e dolorosos devido ao glaucoma neovascular intratável.
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