UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
A ressecção de uma lesão metastática única no fígado ainda pode estar indicada quando o sítio primário é o(a)
Metástase hepática única de câncer colorretal → ressecção cirúrgica pode oferecer cura.
O câncer colorretal é o tumor primário mais comum a metastatizar para o fígado e, notavelmente, é o único em que a ressecção cirúrgica das metástases hepáticas (especialmente se únicas ou oligometastáticas) pode oferecer uma chance de cura e melhora significativa da sobrevida.
As metástases hepáticas representam um desafio significativo na oncologia, sendo frequentemente um sinal de doença avançada e incurável. No entanto, o câncer colorretal (CCR) é uma exceção notável. O fígado é o sítio mais comum de metástases do CCR devido à drenagem venosa portal, e a ressecção cirúrgica dessas metástases, especialmente se forem poucas (oligometastáticas) e ressecáveis, pode levar a taxas de sobrevida em 5 anos de 30-50%, o que é consideravelmente alto para uma doença metastática. A decisão de ressecar metástases hepáticas de CCR é complexa e envolve uma equipe multidisciplinar. Fatores como o número, tamanho e localização das lesões, a presença de doença extra-hepática, o estado geral do paciente e a resposta à quimioterapia neoadjuvante são cruciais. A quimioterapia tem um papel fundamental, tanto para downstaging (reduzir o tamanho das lesões para torná-las ressecáveis) quanto para o tratamento adjuvante. Outros tumores, como os de esôfago, estômago, pâncreas e via biliar, geralmente apresentam metástases hepáticas como um sinal de doença sistêmica avançada, com prognóstico reservado e onde a ressecção hepática raramente é curativa. Para esses casos, o tratamento é predominantemente sistêmico (quimioterapia, radioterapia paliativa).
As metástases de câncer colorretal no fígado possuem características biológicas que as tornam mais responsivas à quimioterapia e, em muitos casos, passíveis de ressecção cirúrgica com margens livres, oferecendo uma chance de cura que é rara para metástases de outros tumores sólidos.
Os critérios incluem doença primária controlada, ausência de doença extra-hepática (ou ressecável), número e localização das metástases que permitam ressecção com margens livres e preservação de volume hepático residual adequado, e bom estado geral do paciente.
A quimioterapia neoadjuvante (pré-cirúrgica) pode reduzir o tamanho das metástases, tornando-as ressecáveis, e a quimioterapia adjuvante (pós-cirúrgica) visa eliminar células tumorais residuais e reduzir o risco de recorrência.
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