Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, de 65 anos apresenta quadro de dor em hipocôndrio direito ha 2 meses. Na Ressonância Magnética de abdome, foi evidenciada Lesão sólida de cerca de 10 cm em lobo direito , apresentando hipoatenuação em relação ao parenquima hepático após infusão de contraste.O diagnóstico mais provável é:
Lesão hepática sólida > 5cm, hipoatenuante pós-contraste na RM → forte suspeita de metástase.
Lesões hepáticas metastáticas, especialmente grandes, tendem a ser hipovasculares e, portanto, apresentam hipoatenuação ou hipossinal em relação ao parênquima hepático normal após a administração de contraste, devido à menor captação e/ou lavagem mais rápida. Este padrão é um achado radiológico crucial para diferenciá-las de outras lesões focais.
As metástases hepáticas são as neoplasias malignas mais comuns do fígado, superando os tumores primários. São frequentemente encontradas em pacientes com câncer colorretal, mama, pulmão, pâncreas e estômago. O diagnóstico precoce é fundamental para o planejamento terapêutico e prognóstico, sendo a imagem um pilar essencial. Na Ressonância Magnética (RM), as metástases hepáticas tipicamente se apresentam como lesões focais com baixo sinal em T1 e alto sinal em T2. Após a administração de contraste paramagnético, a maioria das metástases é hipovascular, resultando em hipoatenuação ou hipossinal em relação ao parênquima hepático circundante nas fases portal e tardia. Este padrão é distinto do realce hipervascular do carcinoma hepatocelular ou do preenchimento centrípeto dos hemangiomas. O tratamento das metástases hepáticas varia amplamente, incluindo ressecção cirúrgica, ablação, quimioterapia sistêmica e terapias-alvo, dependendo do tumor primário, extensão da doença e condições do paciente. A abordagem é multidisciplinar e visa melhorar a sobrevida e a qualidade de vida.
Metástases hepáticas frequentemente aparecem como lesões focais hipointensas em T1 e hiperintensas em T2. Após contraste, muitas são hipovasculares, apresentando hipoatenuação ou hipossinal em relação ao parênquima hepático normal nas fases portal e tardia.
A diferenciação depende do padrão de realce pós-contraste. Hemangiomas têm realce nodular periférico com preenchimento centrípeto. Carcinomas hepatocelulares tipicamente mostram hipervascularização arterial e washout portal/tardio. Metástases geralmente são hipovasculares.
A história de câncer primário, especialmente do trato gastrointestinal, pulmão ou mama, é crucial. A presença de sintomas como dor em hipocôndrio direito e perda ponderal reforça a suspeita de doença metastática avançada.
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