PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Homem de 50 anos, saudável, chega ao pronto-socorro com náuseas, vômitos e dor abdominal. Ele tem um histórico de um mês de dor abdominal crônica intermitente. Não tem histórico prévio de cirurgias abdominais e fez uma colonoscopia normal no início deste ano. Seus sinais vitais estão dentro dos limites normais. No exame, seu abdome está flácido e sem distensão, com leve sensibilidade abdominal difusa. Não há hérnias presentes. Seus exames laboratoriais não apresentam nada de especial. Ele passa por uma tomografia computadorizada abdominal que demonstra uma área de intussuscepção, no intestino delgado distal, com espessamento e calcificação do mesentério adjacente.\n\nTrês anos depois, em uma tomografia computadorizada de controle, o paciente apresenta múltiplas massas hepáticas. A imagem é consistente com doença metastática. Qual é a melhor opção de tratamento?
Metástases hepáticas de NET ressecáveis → Metastasectomia melhora sobrevida e sintomas.
Em tumores neuroendócrinos (NET), a ressecção cirúrgica de metástases hepáticas é a conduta preferencial quando tecnicamente possível, visando controle de sintomas e ganho de sobrevida.
O caso descreve um paciente com provável tumor neuroendócrino de intestino delgado (sugerido pela intussuscepção e calcificação mesentérica clássica) que evoluiu com metástases hepáticas. Em NETs bem diferenciados, o fígado é o sítio mais comum de metástases.\n\nA abordagem cirúrgica (metastasectomia) é o padrão-ouro quando pelo menos 90% da carga tumoral pode ser removida. Mesmo em cenários não curativos, a cirurgia auxilia no controle da síndrome carcinoide e previne complicações locais. Outras terapias como análogos da somatostatina e terapias alvo (everolimus) complementam o tratamento.
Diferente de outros tumores sólidos, os NETs têm crescimento lento e a ressecção (mesmo que R1 ou citoredutora) reduz a carga hormonal, melhora a qualidade de vida e está associada a uma sobrevida prolongada em 5 anos.
A embolização ou quimioembolização é indicada para pacientes com doença hepática predominante, mas irressecável, ou naqueles que não possuem condições clínicas para uma grande cirurgia hepática.
A quimioterapia sistêmica é geralmente reservada para tumores neuroendócrinos de alto grau (G3) ou carcinomas neuroendócrinos pobremente diferenciados, tendo menor eficácia em NETs bem diferenciados.
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