HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2022
Paciente 68 anos, submetida a colectomia esquerda em 2018 por adenocarcinoma de sigmoide e quimioterapia adjuvante com 12 ciclos de FOLFOX. Apresentou elevação do CEA (212ng/dl) e teve surgimento de volumosa tumoração hepática compatível com metástase e doença restrita ao fígado confirmada com PET-CT. Pela volumetria hepática o volume total do fígado tem 1790 cc3 e pelo planejamento cirúrgico o volume residual hepático apresenta 785cc3. Ao examinar a imagem tomográfica abaixo, descreva qual a melhor estratégia cirúrgica para o referido caso
Metástase hepática colorretal ressecável + Volume residual hepático > 30% = Lobectomia hepática.
A ressecção cirúrgica é o tratamento de escolha para metástases hepáticas colorretais ressecáveis. A volumetria hepática é crucial para garantir um volume residual hepático adequado (>30% em fígado normal) e evitar insuficiência hepática pós-operatória.
As metástases hepáticas são a principal causa de morte em pacientes com câncer colorretal, e o fígado é o local mais comum de metástases à distância. A ressecção cirúrgica oferece a única chance de cura para esses pacientes, com taxas de sobrevida em 5 anos que podem chegar a 50-60%. A seleção cuidadosa dos pacientes e o planejamento cirúrgico são cruciais para o sucesso. A avaliação pré-operatória inclui exames de imagem como tomografia computadorizada e PET-CT para estadiamento e exclusão de doença extra-hepática. A volumetria hepática é um passo essencial para determinar a extensão da ressecção e garantir um volume hepático residual adequado, que geralmente deve ser superior a 30% em fígados normais ou 40% em fígados previamente expostos à quimioterapia ou com doença hepática subjacente. No caso apresentado, o volume total do fígado é 1790 cc3 e o volume residual planejado é 785 cc3. Isso representa aproximadamente 43,8% do volume total (785/1790), o que é um volume residual adequado para um fígado que provavelmente já foi exposto à quimioterapia. Portanto, a lobectomia hepática direita pode ser realizada com segurança sem a necessidade de embolização pré-operatória da veia porta.
Os critérios incluem doença restrita ao fígado, possibilidade de ressecção completa com margens negativas, e um volume hepático residual adequado (geralmente >30% em fígado normal).
A embolização da veia porta é indicada quando o volume hepático residual previsto após a ressecção é insuficiente, visando induzir hipertrofia do lobo hepático remanescente e aumentar a segurança cirúrgica.
A quimioterapia pode ser neoadjuvante (para reduzir o tumor e aumentar a ressecabilidade), adjuvante (após a ressecção para reduzir o risco de recidiva) ou paliativa (em casos de doença irressecável).
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