Margens de Ressecção em Metástases Hepáticas Colorretais

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025

Enunciado

Em relação às margens de ressecção no tratamento de metástases hepáticas de câncer colorretal, qual das afirmativas abaixo está correta?

Alternativas

  1. A) Margens de ressecção menores que 1 mm não garantem sobrevida de longo prazo, sendo necessário obter sempre margens maiores que 2 cm para evitar recidiva.
  2. B) Um planejamento de ressecção adequada deve considerar sempre margens de 5 cm para reduzir o risco de recidiva intra-hepática, independentemente do uso de quimioterapia.
  3. C) Margens de ressecção nunca devem ser inferiores a 1 cm para garantir que o fígado remanescente não sofra insuficiência funcional.
  4. D) A ablação por radiofrequência não pode ser usada como terapia adjuvante para ampliar margens de ressecção em locais próximos a vasos importantes.
  5. E) Estudo recente sugere que margens de ressecção menores que 1 mm ainda podem ser eficazes quando associadas a quimioterapia eficaz e controle microscópico das margens.

Pérola Clínica

Metástase hepática CCR → Margem < 1mm (R1) pode ser eficaz se houver resposta à quimioterapia.

Resumo-Chave

O dogma da margem de 1cm foi superado; atualmente, margens microscópicas negativas (R0) ou mesmo margens submilimétricas com quimioterapia eficaz oferecem sobrevida satisfatória.

Contexto Educacional

A abordagem das metástases hepáticas de câncer colorretal evoluiu de critérios puramente anatômicos para uma visão biológica. A largura da margem de ressecção (antigamente fixada em 1cm ou 2cm) tornou-se menos relevante que a obtenção de uma margem microscopicamente livre (R0). Em cenários de quimioterapia moderna e eficaz, a ressecção R1 (margem < 1mm) apresenta resultados de sobrevida comparáveis à R0 em diversos estudos, priorizando a preservação do remanescente hepático funcional.

Perguntas Frequentes

Qual a margem de ressecção mínima aceitável atualmente?

Embora margens > 1mm sejam preferíveis, estudos mostram que margens < 1mm (R1) não comprometem a sobrevida se houver controle microscópico e resposta à quimioterapia sistêmica.

Como a quimioterapia influencia a decisão da margem?

Pacientes que respondem bem à quimioterapia neoadjuvante apresentam melhor prognóstico biológico, permitindo ressecções mais econômicas com segurança oncológica.

A ablação pode ser usada junto com a ressecção?

Sim, a ablação por radiofrequência ou micro-ondas pode ser utilizada como terapia adjuvante intraoperatória para tratar lesões profundas ou próximas a vasos, ampliando a ressecabilidade.

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