UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
Em qual dos sítios primários abaixo, uma neoplasia com metástase hepática tem melhor prognóstico em uma ressecção do foco metastático?
Metástases hepáticas de câncer colorretal → melhor prognóstico pós-ressecção cirúrgica.
As metástases hepáticas de câncer colorretal são as que apresentam o melhor prognóstico após ressecção cirúrgica, com taxas de sobrevida em 5 anos que podem ultrapassar 50%, devido à sua biologia e à resposta à quimioterapia.
As metástases hepáticas representam um estágio avançado da doença oncológica e, historicamente, indicavam um prognóstico sombrio. No entanto, avanços na cirurgia hepática e na quimioterapia sistêmica transformaram o manejo de pacientes selecionados, permitindo a ressecção curativa em alguns casos. A origem do tumor primário é um dos fatores mais críticos para determinar a elegibilidade para ressecção e o prognóstico pós-operatório. Entre os diversos sítios primários que podem gerar metástases hepáticas, o câncer colorretal (CCR) é o que apresenta o melhor prognóstico após a ressecção cirúrgica das metástases. Isso se deve a uma combinação de fatores, incluindo a biologia do tumor, que muitas vezes permite uma ressecção completa com margens livres, e a boa resposta a regimes de quimioterapia neoadjuvante e adjuvante, que podem reduzir o tamanho das lesões e erradicar micrometástases. Outros tumores, como os de esôfago, estômago, pâncreas e da região hepatoduodenal, geralmente apresentam metástases hepáticas com um comportamento biológico mais agressivo e menor resposta à terapia, resultando em um prognóstico significativamente pior mesmo após a ressecção. Portanto, a identificação do sítio primário é fundamental para a estratificação de risco e a tomada de decisão terapêutica em pacientes com metástases hepáticas.
As metástases hepáticas de câncer colorretal (MHCCR) são as que apresentam o melhor prognóstico após ressecção cirúrgica, devido à sua biologia, à resposta favorável à quimioterapia e à possibilidade de ressecção completa com margens livres.
O prognóstico é influenciado por fatores como o sítio primário do tumor, o número e tamanho das metástases, a presença de doença extra-hepática, o status das margens cirúrgicas e a resposta à quimioterapia neoadjuvante.
Além do câncer colorretal, outros tumores como os neuroendócrinos e, em casos selecionados, sarcomas e tumores de mama, podem ter metástases hepáticas ressecáveis, embora com prognóstico geralmente inferior ao das MHCCR.
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