CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024
Paciente feminina, em seguimento pós-operatório de hemicolectomia esquerda por neoplasia de cólon sigmoide (adenocarcinoma), notado lesão nodular focal em fígado, única, de aproximadamente, 3 centímetros, com as características descritas nos exames abaixo. Assintomática. Assinale a principal hipótese diagnóstica.
Lesão hepática focal pós-op por câncer de cólon → Metástase até prova em contrário.
Em um paciente com histórico de adenocarcinoma de cólon sigmoide, a descoberta de uma lesão nodular focal única no fígado, mesmo que assintomática, deve levantar a principal suspeita de metástase hepática. O fígado é um sítio comum de metástases para câncer colorretal.
O seguimento pós-operatório de pacientes com neoplasias malignas, como o adenocarcinoma de cólon, é fundamental para a detecção precoce de recidivas ou metástases. O fígado é o órgão mais frequentemente acometido por metástases de câncer colorretal, devido à drenagem venosa portal. A identificação de lesões hepáticas focais nesse contexto clínico exige uma abordagem diagnóstica rigorosa, sendo um tema de grande relevância para oncologistas, cirurgiões e radiologistas, e crucial para a prática de residentes. A presença de uma lesão nodular focal no fígado em um paciente com histórico de adenocarcinoma de cólon, mesmo que assintomática e única, deve levantar a forte suspeita de metástase hepática. Embora existam lesões hepáticas benignas comuns, como hemangiomas e hiperplasia nodular focal, a probabilidade de metástase é significativamente maior nesse cenário. A caracterização da lesão por exames de imagem avançados, como ressonância magnética com contraste hepatospecífico, é essencial para o diagnóstico diferencial. O manejo de metástases hepáticas de câncer colorretal pode variar desde a ressecção cirúrgica (hepatectomia) em casos selecionados, ablação por radiofrequência ou quimioembolização, até quimioterapia sistêmica. A decisão terapêutica depende do número, tamanho e localização das lesões, da ressecabilidade e do estado geral do paciente. O prognóstico é melhor quando as metástases são detectadas precocemente e são passíveis de tratamento curativo, reforçando a importância da vigilância no seguimento pós-operatório.
O fígado é o sítio mais comum de metástases para o câncer colorretal devido à sua drenagem venosa. O sangue do cólon é drenado pela veia porta, que leva diretamente ao fígado, facilitando a disseminação de células tumorais.
Exames como tomografia computadorizada (TC) com contraste trifásico, ressonância magnética (RM) com contraste hepatospecífico (ex: gadoxetato dissódico) e PET-CT são cruciais para caracterizar a lesão, avaliar sua vascularização e extensão, e auxiliar no diagnóstico diferencial.
A diferenciação é feita pela análise das características de imagem (padrão de realce, presença de cicatriz central, etc.) e pelo contexto clínico. Hemangiomas tipicamente têm realce periférico nodular e progressivo, enquanto a hiperplasia nodular focal tem cicatriz central e realce arterial homogêneo. A biópsia pode ser necessária para confirmação.
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