CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015
Retinografia de paciente em tratamento para câncer de mama. Assinale a alternativa correta:
Metástase de coroide (mama) → regressão possível apenas com quimioterapia ou hormonioterapia sistêmica.
Metástases de coroide, frequentemente originadas de câncer de mama, podem responder dramaticamente ao tratamento oncológico sistêmico, muitas vezes dispensando intervenção ocular local direta.
A coroide é um local frequente de metástases devido à sua rica vascularização. O câncer de mama é a fonte primária mais comum em mulheres, enquanto o câncer de pulmão lidera em homens. O diagnóstico de uma metástase ocular pode ser o primeiro sinal de uma doença sistêmica disseminada ou de uma recidiva tumoral. O manejo é multidisciplinar, envolvendo o oftalmologista e o oncologista. A resposta das lesões oculares serve, muitas vezes, como um biomarcador da eficácia do tratamento sistêmico. Lesões que regridem deixam áreas de atrofia e pigmentação ('cicatriz em casca de ovo'). O prognóstico visual depende da localização da lesão e da rapidez da resposta ao tratamento, enquanto o prognóstico sistêmico depende do controle da neoplasia primária.
As metástases de coroide são os tumores intraoculares malignos mais comuns em adultos. Clinicamente, apresentam-se como massas sub-retinianas amareladas ou cremosas, frequentemente multifocais e bilaterais (em cerca de 20-30% dos casos, diferente do melanoma que é quase sempre unilateral). Elas costumam causar descolamento de retina exsudativo precoce devido ao vazamento de fluido, levando a sintomas de visão turva ou metamorfopsia. A ultrassonografia ocular mostra alta refletividade interna, ao contrário do melanoma de coroide.
A retinopatia por tamoxifeno é uma toxicidade medicamentosa caracterizada por depósitos cristalinos amarelados e refringentes na região macular (camadas plexiformes), podendo evoluir com edema macular e atrofia do epitélio pigmentado da retina. Diferente das metástases, que são massas tumorais, a retinopatia por tamoxifeno é uma alteração degenerativa bilateral relacionada à dose acumulada da droga. O diagnóstico diferencial é feito pela aparência clínica e pela história de uso prolongado da medicação.
O tratamento local com radioterapia externa ou braquiterapia é indicado quando a metástase ocular não responde ao tratamento sistêmico (quimioterapia, hormonioterapia ou terapia alvo), quando há ameaça imediata à visão central ou quando o paciente apresenta dor ocular por glaucoma secundário. No entanto, como as metástases de mama são frequentemente sensíveis à terapia sistêmica, a observação da resposta ocular após o início do novo protocolo oncológico é uma conduta inicial válida e comum.
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