HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Com relação ao impacto da Hipertensão Arterial nas Doenças Cardiovasculares, é incorreto afirmar: (DIRETRIZES BRASILEIRAS DE HIPERTENSÃO ARTERIAL – 2020).
Hipertenso com DAC/AVC: Meta PA < 130/80 mmHg. Manter PAD > 70 mmHg para evitar hipoperfusão coronariana.
Em pacientes hipertensos com doença arterial coronariana (DAC) e/ou AVC prévio, as metas pressóricas são mais rigorosas, geralmente < 130/80 mmHg. Manter a pressão diastólica acima de 80 mmHg é incorreto, pois o limite inferior para evitar hipoperfusão coronariana é geralmente 60-70 mmHg.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares (DCV), incluindo doença arterial coronariana (DAC), acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020 enfatizam a importância do controle pressórico rigoroso, especialmente em pacientes de alto risco, para reduzir a morbimortalidade associada. O impacto da HAS no sistema cardiovascular é progressivo, começando com disfunção endotelial e rigidez arterial mesmo em estágios de pré-hipertensão. Em pacientes com DCV estabelecida, como DAC ou histórico de AVC, as metas de tratamento são mais ambiciosas. A fisiopatologia envolve o estresse hemodinâmico crônico sobre as paredes dos vasos, levando a aterosclerose e remodelamento vascular. O tratamento da HAS em pacientes com DAC e AVC prévio exige uma abordagem individualizada. As metas pressóricas para esses pacientes são tipicamente mais baixas, visando PA < 130/80 mmHg, se tolerado. No entanto, é crucial monitorar a pressão arterial diastólica (PAD), pois uma redução excessiva (geralmente abaixo de 60-70 mmHg) pode comprometer a perfusão coronariana e cerebral, aumentando o risco de eventos isquêmicos. A classificação da PA e o início do tratamento devem seguir as diretrizes, com a MAPA/MRPA sendo importante para confirmar o diagnóstico em casos de PA limítrofe, mas dispensável em hipertensão estágio 3 ou com lesão de órgão-alvo.
Para pacientes hipertensos com DAC, as diretrizes geralmente recomendam metas mais rigorosas, como PA < 130/80 mmHg, desde que bem tolerado. É crucial evitar quedas excessivas da pressão diastólica para não comprometer a perfusão coronariana.
A pressão arterial diastólica é fundamental para a perfusão das artérias coronárias, que ocorre principalmente durante a diástole. Uma queda excessiva da PAD (abaixo de 60-70 mmHg) pode levar à isquemia miocárdica, especialmente em pacientes com DAC.
Em pacientes com hipertensão estágio 3 (PA ≥ 180/110 mmHg) ou com PA ≥ 140/90 mmHg e evidência de lesão de órgão-alvo ou doença cardiovascular estabelecida, o diagnóstico de hipertensão é confirmado e o tratamento deve ser iniciado sem a necessidade de MAPA/MRPA para descartar hipertensão do avental branco/mascarada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo