Metas de PA em Hipertensos com Doença Coronariana

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023

Enunciado

Conforme as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, um dos objetivos específicos do tratamento do paciente hipertenso é obter o controle pressórico, alcançando-se a meta de pressão arterial previamente estabelecida. Tal meta  deve ser definida individualmente, sempre se considerando a idade e a presença de doença cardiovascular ou de seus fatores de risco. Quanto a esse tema, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Nos hipertensos de risco cardiovascular baixo ou moderado, a meta de tratamento é alcançar valores de pressão arterial inferiores a 120 mmHg × 70 mmHg.
  2. B) No hipertenso com doença arterial coronariana, a meta terapêutica é obter valores de pressão arterial inferiores a 130 mmHg × 80 mmHg, mas a pressão arterial diastólica deve ser mantida com valores acima de 70 mmHg.
  3. C) Para os hipertensos com insuficiência cardíaca ou com episódio prévio de acidente vascular encefálico, o tratamento anti-hipertensivo deve ser titulado até alcançar a meta de pressão arterial abaixo de 110 mmHg × 80 mmHg, e a concomitância de doença arterial coronariana e idade avançada, comum em tal situação, ainda demanda a redução da pressão arterial para até 120 mmHg × 70 mmHg.
  4. D) Nos hipertensos com doença renal crônica, o objetivo do tratamento é alcançar pressão arterial inferior a 130 mmHg × 80 mmHg, sem necessidade de monitorização de eventos adversos, especialmente redução da função renal e alterações eletrolíticas.
  5. E) No tratamento da hipertensão, os indivíduos diabéticos devem buscar manter valores de pressão arterial abaixo de 130 mmHg × 80 mmHg, preferencialmente com redução acentuada da pressão arterial para valores inferiores a 120 mmHg × 70 mmHg.

Pérola Clínica

Hipertenso com DAC → PA < 130x80 mmHg, mas PAD > 70 mmHg para evitar hipoperfusão coronariana.

Resumo-Chave

Em pacientes com doença arterial coronariana (DAC), a meta de PA é < 130x80 mmHg. É crucial manter a PAD acima de 70 mmHg para garantir a perfusão miocárdica, especialmente em coronárias estenóticas, evitando isquemia.

Contexto Educacional

A hipertensão arterial é um fator de risco cardiovascular modificável e seu controle adequado é fundamental para prevenir eventos. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (DBHA) enfatizam a individualização das metas pressóricas, considerando idade, comorbidades e risco cardiovascular global. A meta não é universal, adaptando-se a cada cenário clínico. Em pacientes com doença arterial coronariana (DAC), a meta de pressão arterial é geralmente inferior a 130/80 mmHg. Contudo, um ponto crítico é a manutenção da pressão arterial diastólica (PAD) acima de 70 mmHg. Isso se deve ao fato de que a perfusão das artérias coronárias ocorre primariamente durante a diástole. Uma PAD excessivamente baixa pode levar à hipoperfusão miocárdica, especialmente em vasos já comprometidos por estenoses, precipitando ou agravando a isquemia. O tratamento da hipertensão em pacientes com DAC deve ser cuidadoso, utilizando classes de medicamentos que também beneficiem a doença coronariana, como betabloqueadores e inibidores da ECA/BRA. A monitorização regular da PA e dos sintomas de isquemia é crucial para otimizar o tratamento e evitar complicações, garantindo um controle pressórico eficaz e seguro.

Perguntas Frequentes

Quais são as metas de pressão arterial para pacientes com doença arterial coronariana?

Para pacientes hipertensos com doença arterial coronariana (DAC), a meta de pressão arterial é geralmente inferior a 130/80 mmHg, conforme as diretrizes brasileiras.

Por que a pressão arterial diastólica não deve ser muito baixa em pacientes com DAC?

A pressão arterial diastólica (PAD) deve ser mantida acima de 70 mmHg em pacientes com DAC para garantir a perfusão adequada das artérias coronárias, que ocorre predominantemente durante a diástole, evitando isquemia miocárdica.

Como as diretrizes brasileiras abordam o controle da hipertensão em pacientes com comorbidades?

As diretrizes brasileiras enfatizam a individualização das metas pressóricas, considerando a idade do paciente, a presença de comorbidades como a DAC e o risco cardiovascular global, adaptando o tratamento a cada cenário clínico.

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