HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
As metas pressóricas para um paciente com choque séptico e choque hemorrágico com e sem suspeita de hipertensão intracraniana são, respectivamente:
Metas pressóricas: Choque séptico PAM > 65 mmHg; Choque hemorrágico com HIC PAM > 80 mmHg; Choque hemorrágico sem HIC PAS 70-90 mmHg.
As metas pressóricas variam conforme o tipo de choque e a presença de lesões associadas, como hipertensão intracraniana. É crucial entender essas diferenças para otimizar a perfusão tecidual e evitar danos secundários.
O choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada, levando à disfunção celular e falência de órgãos. O manejo hemodinâmico, incluindo o controle da pressão arterial, é um pilar fundamental do tratamento, mas as metas variam significativamente dependendo da etiologia do choque e das comorbidades do paciente. No choque séptico, a meta de Pressão Arterial Média (PAM) é geralmente > 65 mmHg, visando garantir a perfusão de órgãos vitais. A elevação excessiva da PAM pode aumentar o risco de efeitos adversos dos vasopressores sem benefício adicional na perfusão. No choque hemorrágico, as metas são mais complexas. Para pacientes sem suspeita de hipertensão intracraniana (HIC), a ressuscitação permissiva é empregada, buscando uma Pressão Arterial Sistólica (PAS) de 70-90 mmHg. Isso visa evitar a coagulopatia dilucional e a disrupção do coágulo, que poderiam agravar o sangramento. No entanto, em pacientes com choque hemorrágico e suspeita de HIC (ex: trauma cranioencefálico grave), a prioridade é manter a perfusão cerebral. Nesses casos, a meta de PAM é mais alta, geralmente > 80 mmHg, para garantir uma pressão de perfusão cerebral adequada, mesmo que isso possa implicar em um risco ligeiramente maior de sangramento. Residentes devem dominar essas nuances para um manejo otimizado e individualizado dos pacientes em choque.
No choque séptico, a meta inicial de PAM é geralmente > 65 mmHg, visando garantir a perfusão de órgãos vitais e evitar a hipoperfusão tecidual, sem excesso de vasopressores.
Uma PAM > 80 mmHg é buscada para manter uma pressão de perfusão cerebral adequada e evitar isquemia cerebral secundária, apesar do risco de agravar o sangramento em outros locais.
No choque hemorrágico sem suspeita de hipertensão intracraniana, a ressuscitação permissiva visa uma PAS de 70-90 mmHg para evitar a coagulopatia dilucional e o agravamento do sangramento, permitindo a formação do coágulo.
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