FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023
Analise a tabela a seguir. Assinale a alternativa que apresenta a meta individualizada atual e correta considerando-se os casos de diabetes melito.
Metas glicêmicas em DM são individualizadas: HbA1c < 7% para maioria, mais flexível para idosos/comorbidades, mais rigorosa para jovens.
As metas de tratamento para diabetes mellitus, especialmente a HbA1c, devem ser individualizadas. Fatores como idade, comorbidades, risco de hipoglicemia e expectativa de vida influenciam a rigidez do controle glicêmico, com metas mais flexíveis para idosos e pacientes com múltiplas comorbidades.
O diabetes mellitus é uma doença crônica de alta prevalência, com complicações micro e macrovasculares que impactam significativamente a qualidade e expectativa de vida. A importância clínica reside na necessidade de um controle glicêmico eficaz, mas seguro, para prevenir essas complicações. O diagnóstico do diabetes é feito por critérios glicêmicos. A fisiopatologia envolve deficiência na produção ou ação da insulina. O controle glicêmico é monitorado principalmente pela hemoglobina glicada (HbA1c). A individualização das metas é um conceito fundamental, pois um controle muito rigoroso em pacientes de alto risco pode levar a hipoglicemias graves, enquanto um controle frouxo aumenta o risco de complicações crônicas. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida e medicamentos. As metas individualizadas consideram a idade do paciente, a presença de comorbidades (doença cardiovascular, insuficiência renal), o risco de hipoglicemia e a expectativa de vida. Pacientes jovens e sem comorbidades podem ter metas mais rigorosas, enquanto idosos frágeis ou com múltiplas comorbidades podem se beneficiar de metas mais flexíveis para evitar eventos adversos.
Fatores como idade, presença de comorbidades significativas, risco de hipoglicemia, expectativa de vida e duração do diabetes devem ser considerados para definir metas individualizadas.
Para a maioria dos adultos não gestantes, a meta de HbA1c é geralmente < 7%, visando reduzir o risco de complicações microvasculares e macrovasculares a longo prazo.
Idosos frágeis ou com múltiplas comorbidades têm maior risco de hipoglicemia grave, e um controle glicêmico muito rigoroso pode trazer mais malefícios do que benefícios, justificando metas mais flexíveis (ex: HbA1c < 8%).
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