Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
É recomendado atingir e manter a meta de HbA1c entre 7-7,9% em indivíduos com DM1 ou DM2:
Meta HbA1c 7-7,9% em DM → DRC (TFGe < 60 ou diálise) para evitar hipoglicemia e mortalidade.
A meta de HbA1c deve ser individualizada para cada paciente com diabetes. Em pacientes com doença renal crônica avançada (TFGe < 60 ml/min/1.73m2) ou em diálise, metas mais flexíveis (7-7,9%) são recomendadas para evitar hipoglicemia grave, que pode aumentar o risco de mortalidade e eventos cardiovasculares.
A definição de metas de HbA1c no manejo do Diabetes Mellitus (DM) tipo 1 e tipo 2 é um pilar fundamental da prática clínica, mas exige individualização. A epidemiologia mostra que a doença renal crônica (DRC) é uma complicação comum do DM, e sua presença altera as estratégias de controle glicêmico. A importância clínica reside em equilibrar o controle glicêmico para prevenir complicações micro e macrovasculares, minimizando o risco de hipoglicemia. A fisiopatologia da DRC no DM envolve danos microvasculares que afetam a função renal. Em pacientes com TFGe < 60 ml/min/1.73m2 ou em diálise, a depuração de insulina e de alguns hipoglicemiantes orais é reduzida, aumentando o risco de hipoglicemia. O diagnóstico da DRC é feito pela TFGe e albuminúria. O tratamento do DM nesses pacientes deve considerar metas de HbA1c mais flexíveis, geralmente entre 7-7,9%, para evitar hipoglicemia grave, que pode levar a um excesso de mortalidade. O prognóstico é influenciado pelo controle das comorbidades e pela prevenção de eventos adversos. Pontos de atenção incluem a escolha de medicamentos que não se acumulem na insuficiência renal e a educação do paciente sobre os riscos de hipoglicemia.
Pacientes com doença renal crônica avançada (TFGe < 60) ou em diálise têm maior risco de hipoglicemia devido à redução da depuração de insulina e medicamentos hipoglicemiantes. Metas mais flexíveis (7-7,9%) ajudam a evitar esses episódios, que podem ser graves e aumentar a mortalidade.
Fatores como idade do paciente, tempo de diagnóstico do diabetes, presença de comorbidades (doença cardiovascular, doença renal crônica), risco de hipoglicemia, expectativa de vida e preferências do paciente devem ser considerados na definição da meta.
A hipoglicemia em pacientes com DRC pode ser mais difícil de reverter e está associada a um aumento do risco de eventos cardiovasculares, arritmias, quedas, hospitalizações e mortalidade, justificando metas glicêmicas menos rigorosas.
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