Controle Glicêmico Hospitalar: Metas e Riscos

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

Com relação ao controle glicêmico intensivo em pacientes internados, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Em geral, o uso de antidiabéticos orais pode e deve ser mantido durante o período de internação.
  2. B) A hipoglicemia associada ao tratamento intensivo não parece ser fator de risco independente para mortalidade.
  3. C) Metas glicêmicas entre 140 e 180mg/dl estão associadas à menor mortalidade e hipoglicemia.
  4. D) O uso de terapia intravenosa com insulina não está indicado a pacientes hemodinamicamente instáveis.

Pérola Clínica

Metas glicêmicas internados: 140-180 mg/dL para maioria, evitando hipoglicemia e hiperglicemia severa.

Resumo-Chave

O controle glicêmico em pacientes internados busca um equilíbrio para evitar tanto a hiperglicemia (que piora desfechos) quanto a hipoglicemia (associada a maior mortalidade). A meta de 140-180 mg/dL é amplamente aceita para a maioria dos pacientes, pois demonstrou reduzir complicações sem aumentar o risco de hipoglicemia grave.

Contexto Educacional

O controle glicêmico em pacientes internados é um desafio complexo, mas crucial para otimizar os desfechos clínicos. A hiperglicemia hospitalar, seja em pacientes com diabetes pré-existente ou como hiperglicemia de estresse, está associada a um aumento da morbidade e mortalidade, infecções, pior cicatrização de feridas e maior tempo de internação. Portanto, um manejo adequado é fundamental. As diretrizes atuais recomendam metas glicêmicas mais moderadas para a maioria dos pacientes internados, visando manter a glicemia entre 140 e 180 mg/dL. Essa faixa demonstrou ser a mais segura e eficaz, pois evita os riscos da hiperglicemia severa sem aumentar a incidência de hipoglicemia grave. Um controle glicêmico muito intensivo, com metas abaixo de 110 mg/dL, foi associado a um aumento da mortalidade devido ao maior risco de hipoglicemia, que é um preditor independente de desfechos adversos. A insulina é a terapia de escolha para o controle glicêmico na maioria dos pacientes internados, seja por via subcutânea (esquemas basal-bolus) ou intravenosa (para pacientes críticos ou em situações de instabilidade). Antidiabéticos orais são geralmente suspensos devido à sua farmacocinética imprevisível, riscos de efeitos adversos em pacientes agudos e a necessidade de ajustes rápidos da dose. A monitorização frequente da glicemia e a educação da equipe são pilares para um manejo seguro e eficaz, garantindo que o paciente receba a terapia adequada e que a hipoglicemia seja prontamente identificada e tratada.

Perguntas Frequentes

Por que antidiabéticos orais são geralmente suspensos durante a internação?

Antidiabéticos orais são frequentemente suspensos devido à imprevisibilidade da ingestão alimentar, risco aumentado de efeitos adversos (ex: acidose lática com metformina em disfunção renal ou choque) e a necessidade de um controle glicêmico mais flexível e ajustável, que é melhor alcançado com insulina.

Qual a importância de evitar a hipoglicemia em pacientes internados?

A hipoglicemia em pacientes internados é um evento adverso grave, associado a aumento da mortalidade, tempo de internação, complicações cardiovasculares e neurológicas. Por isso, as metas glicêmicas são mais elevadas do que no ambiente ambulatorial.

Quando a insulina intravenosa é indicada em pacientes hospitalizados?

A infusão contínua de insulina intravenosa é indicada para pacientes críticos (UTI), em cetoacidose diabética (CAD), estado hiperosmolar hiperglicêmico (EHH), perioperatório de cirurgias de grande porte, ou em qualquer situação de instabilidade hemodinâmica ou necessidade de controle glicêmico muito preciso e rápido.

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